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Vinhedo / 16/10/2014 20:22 - Atualizada em 16/10/2014 20:52
Prefeitura anuncia medidas, mas não fala em retorno da água
Decreto coloca Vinhedo em Estado de Emergência


A principal dúvida de grande parte da população de Vinhedo neste momento é saber quando a água vai voltar as suas residências. Muitos bairros estão há 48h sem abastecimento. Outros já completaram três dias com as torneiras secas. No entanto, nem a Sanebavi (Saneamento Básico Vinhedo) e nem a Prefeitura deram uma previsão do retorno do abastecimento.  



Entre as medidas, a Prefeitura anunciou na noite desta quinta-feira, 16, que vai requisitar, administrativamente, os recursos hídricos de particulares como lagoas e nascentes. A Administração ainda informou que vai instalar mais redutores de vazão nos prédios públicos e suspender as atividades nas piscinas públicas, incluindo vestiários, por 30 dias. A Prefeitura não falou em rodízio de água.



Desde a quarta-feira, 15, o prefeito Jaime Cruz decretou Vinhedo em situação de Emergência. Vale ressaltar que a cidade de Louveira fez o mesmo decreto em fevereiro deste ano. “Para evitar a necessidade limite de implantar um rodizio, estabelecemos estas medidas que vamos analisar, passo a passo, por meio da Comissão de Gestão de Crise, como mais uma ação que somam-se às já realizadas pela Prefeitura desde o final de 2013, quando anunciamos o racionamento na cidade, sem contar as obras em andamento.  Mas é importante afirmar que assim que reduzir o nível de poluição no Rio Capivari, o que esperamos ser breve, voltaremos a captar água no local”, comentou o prefeito Jaime Cruz.



Ainda no início da noite desta quinta-feira, a Sanebavi informou que as medidas que estão sendo tomadas seguem as diretrizes estabelecidas pela Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí – a Agência Reguladora PCJ. “É natural que com a redução do volume de água tratada, também estaremos diminuindo em toda a cidade a distribuição, como consequência da impossibilidade de captação de água no Rio Capivari, pelo alto grau de poluentes. Entretanto, estas medidas evitam o desabastecimento em longa escala na cidade. Ainda, é importante lembrar que está garantido o abastecimento de água aos serviços essenciais da cidade, como unidades básicas de saúde, escolas, unidades de pronto atendimento, como UPA e PA Capela e creches. Já estamos, também, analisando lagos particulares da cidade que, pelo decreto, teremos condições de captar água para amenizar o déficit de água potável para fornecimento à população”, afirmou o superintendente da Sanebavi, Odair Seraphim – Canjica.


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