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Cidades / 14/03/2016 11:01 - Atualizada em 14/03/2016 11:02
Mercado de trabalho oferece oportunidades em Tecnologia e Agronegócio


O mercado de trabalho brasileiro está passando por uma das piores crises dos últimos tempos. De acordo com os números mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 9% da população está sem ocupação formal. O reflexo disso são as constantes buscas por emprego. Mesmo diante desse cenário, há alguns setores que mantiveram números positivos ou até mesmo ampliaram sua produção e contratação nos últimos meses, como Tecnologia e Agronegócios.



Para esses setores não basta o discurso de que crise representa uma oportunidade, na verdade o investimento em inovação, qualificação de mão de obra e exportação são os reais motivos para conseguir se sobressair em meio à uma queda nacional de produção.



Para aqueles que desejam conquistar uma dessas vagas é preciso ter em mente que o mercado busca mais do que um mero empregado: as empresas estão atrás de profissionais que ajudem a reduzir custos por meio de inovações e aumento da produtividade.



Tecnologia



Como demonstram os números do setor, as vagas voltadas para o mercado de tecnologia tiveram um saldo positivo no último ano: de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), atualmente esse setor emprega cerca de 1,3 milhão de pessoas, e muitos postos ainda não foram preenchidos por falta de profissionais qualificados.



A conscientização da necessidade de profissionais de TI em seu quadro de funcionários é uma das razões pela alta na demanda, além disso, a cada dia estamos mais dependentes da tecnologia. Praticamente todas as áreas necessitam de sistemas específicos ou grandes concentradores de informação – desde as tarefas mais simples, como agendar uma reunião, até a condução de grandes projetos pode ser feita com recursos digitais.



Por isso, a demanda por profissionais capazes de garantir a transmissão e segurança das informações, além da manutenção e aquisição de infraestrutura é tão grande - eles garantem a otimização de processos que implicam diretamente na redução de custos operacionais.



Atualmente, o grande desafio do setor é, sem dúvida, encontrar profissionais qualificados – de acordo com a Brasscom, a demanda pode chegar a 750 mil em quatro anos, e esta é a razão pela qual o número de vagas ainda é positivo. O mercado precisa de profissionais capazes de atuar em áreas como Desenvolvimento, Análise e Programação de Sistemas, Infraestrutura de Redes e áreas de Suporte a vendas, como E-commerce e Marketing Digital.



Agronegócio



Se 2015 foi um ano difícil para a economia brasileira, o PIB só não foi pior graças ao crescimento do Agronegócio. O desempenho isolado desse setor chegou ao crescente de 1,8% no último ano, em comparação com o mesmo período anterior. O interessante é que, ao contrário dos demais setores produtivos, a Agricultura foi o único mercado que fechou 2015 com mais contratações do que demissões. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apontou que o setor fechou janeiro com saldo positivo de quase 50 mil novas vagas (49.734).



Isso acontece graças a medidas que buscam otimizar o campo de trabalho, como o investimento em tecnologia e pesquisa. Atualmente, o perfil do profissional do campo já não é o de décadas atrás, profissões modernas e de alta qualificação são cada vez mais desejáveis nas lavouras e nos criadouros.



Para este ano, a perspectiva ainda é animadora – apesar de sofrer com a crise e possivelmente não apresentar uma crescente em relação ao último período, a tendência é que o setor se mantenha firme. De acordo com analistas, o setor deve apresentar alta variando entre 1,5% e 2,2% em 2016.



O grande potencial do setor, que é o carro chefe da economia brasileira, se deve principalmente à alta do dólar – o potencial de exportação do país cresceu, e em virtude da valorização da moeda americana, logo, investir nesse mercado se tornou interessante para o produtor. Mesmo com a queda no consumo interno, as exportações devem ser o principal combustível para a geração de empregos ao longo do ano.


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