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Vinhedo / 12/06/2017 21:56 - Atualizada em 14/06/2017 16:51
Servidores decidem encerrar greve e ir à Justiça
Paralisação atingiu 10% dos funcionários, segundo a Prefeitura


Em assembleia realizada na noite desta segunda-feira, 12, os servidores municipais decidiram suspender a greve que teve início na manhã de hoje e atingiu 10% dos funcionários. A decisão por um reajuste maior deverá ficar para a Justiça do Trabalho.



De acordo com nota divulgada pelo Sindicato da categoria, a decisão de suspender o ato se deu por conta da ameaça da administração municipal em retirar o auxílio-alimentação mensal dos funcionários que aderissem ao movimento. A retirada do benefício está embasada em decreto municipal que atrela o recebimento do auxílio à assiduidade do servidor.



Apesar da suspensão, o sindicato avaliou que o movimento grevista foi muito importante. “A Campanha Salarial se intensifica, com outras ferramentas, até o decreto da maldade ser revogado e nossos salários e benefícios serem reajustados pela inflação. Realizaremos uma série de ações para demonstrar nossa indignação e pressionar a Prefeitura nos dar o que é de direito. Continuaremos a denunciar o sucateamento dos serviços públicos e a precarização do trabalho em Vinhedo”, afirmou.



Na sessão da Câmara desta segunda, o vereador Rodrigo Paixão (Rede) apontou que a decisão da Prefeitura em conceder o reajuste inflacionário a apenas uma parcela dos servidores é ilegal, de acordo com o que rege o Art. 38 da Lei Municipal 111/2011, que determina um reajuste sem distinção de índices a todos os funcionários.



Movimento



A greve dos servidores teve início por volta das 7h com grande aglomeração de funcionários na sede do Sindicato. Em seguida, o movimento foi até a Prefeitura revindicar, munidos de faixas e cartazes.



A Prefeitura informou que a adesão à greve foi baixa e atingiu somente 10% dos servidores, sendo a maior parte proveniente das secretarias de Educação (20% ausências) e Saúde (2% de ausências).



A categoria reivindica a reposição da inflação na correção dos salários, o fim do decreto que atrela à assiduidade ao recebimento do auxílio-alimentação e melhores condições de trabalho, dentro da negociação de cláusulas sociais.



 



 


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