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Cidades / Saúde 21/12/2012 16:47 - Atualizada em 28/12/2012 15:41
Longas corridas exigem cuidado com a saúde
Testes periódicos previnem problemas cardíacos


O crescimento do número de corredores profissionais e amadores demonstra a importância que a prática de esportes e a busca de bem-estar conquistam gradualmente no Brasil. Ao mesmo tempo, as corridas longas exigem cuidados redobrados com a saúde do coração. Exemplo disso é a Corrida Internacional de São Silvestre, disputada tradicionalmente no dia 31 de dezembro, em São Paulo.



Assim, é preciso que o atleta, profissional ou amador, realize periodicamente avaliação médica preventiva a fim de evitar riscos durante a corrida, bem como durante qualquer prática esportiva de alto desempenho. Além disso, o exercício supervisionado e bem orientado potencializa os benefícios à saúde e elimina os efeitos colaterais provocados por treinamento excessivo.



“Os problemas cardiovasculares são a principal causa de morte das pessoas acima de 40 anos. Antes de praticar qualquer atividade física de rotina e principalmente de longas corridas, os esportistas devem realizar avaliação médica e, se necessário, alguns exames diagnósticos para praticar os exercícios com segurança”, ressalta a cardiologista e médica nuclear do Fleury Medicina e Saúde, Paola Smanio, ela mesma uma adepta de corridas de longa distância. Segundo Paola, há registros de corredores que sofrem paradas cardiorrespiratórias durante as corridas de longa distância.



Evite problemas cardíacos



Um moderno exame, que combina teste ergométrico, verificação da capacidade respiratória e a cintilografia de perfusão miocárdica oferece informações fundamentais para avaliar risco de problemas cardíacos como o infarto do miocárdio. Este exame também sugere qual a faixa de frequência cardíaca mais adequada para a prática esportiva.



Nesse sentido, o teste ergoespirométrico é um exame completo. É realizado com o cliente no teste de esteira, ao mesmo tempo em que respira por meio de uma máscara ou bucal, que coleta sua troca gasosa. O teste permite analisar o eletrocardiograma durante o esforço, o comportamento da pressão arterial, se existem arritmias cardíacas mais graves e qual o intervalo ideal de frequência cardíaca. “A partir desses dados, médicos e treinadores podem realizar uma prescrição adequada e individualizada da intensidade do treinamento físico”, comenta Paola Smanio.



Ainda durante o teste, quando o corredor atinge o pico de batimentos cardíacos, ele recebe uma injeção com um radiofármaco, que é uma substância com baixa radiação, levada pelas artérias coronárias ao músculo cardíaco e que avalia como está a sua perfusão (ou seja, quando há artérias obstruídas, o sangue contendo este radiofármaco não chega). Dessa forma, é feita uma avaliação sobre a existência de áreas do miocárdio (músculo cardíaco) que não são irrigadas de forma satisfatória e que precisariam de tratamento médico específico antes de dar continuidade à prática esportiva.


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