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Cidades / Saúde 24/06/2013 13:50 - Atualizada em 24/06/2013 13:50
Pesquisa aponta que 35% da população do mundo sofre de cárie


Mais de quinhentos cientistas das universidades de Washington (Estados Unidos) e Queensland (Austrália) participaram de um estudo divulgado recentemente no Journal of Dental Research sobre saúde oral. Os dados analisados entre 1990 e 2010 apontam que 35% da população mundial sofrem de cáries em dentes permanentes – fato que pode influenciar negativamente a saúde como um todo, já que dificulta a alimentação e o sono adequados.



De acordo com o doutor Luis Fernando Bellasalma, professor da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), a importância das campanhas de esclarecimento e incentivo de higiene oral apropriadas é que não buscam somente um sorriso bonito mas, principalmente, uma boca saudável – que certamente contribui para um corpo saudável. “Cáries, inflamações ou infecções na gengiva são doenças bucais que não causam mas podem agravar algumas doenças, inclusive cardiopatias”.



Bellasalma afirmou que pacientes submetidos a transplantes ou portadores de alterações de válvulas cardíacas devem se submeter a um rígido controle odontológico. “A região das válvulas do coração apresenta baixa irrigação e os antibióticos necessários chegam com muita dificuldade. A prevenção de lesões por cárie e infecções bucais é, dessa forma, o melhor jeito de evitar importantes problemas de saúde”.



Pesquisas também indicam que infecções orais (virais ou bacterianas) podem desencadear aterosclerose, acidentes vasculares e, inclusive, alguns tipos de câncer, reforçando ainda mais a necessidade de aumentar os cuidados com a higiene bucal. Há cientistas que associam a higienização precária dos dentes ao diabetes, uma vez que esses pacientes têm uma resistência mais baixa a infecções de modo geral. Por outro lado, são indivíduos que normalmente controlam o consumo de açúcar e, de certa forma, deveriam estar mais protegidos ao escovar os dentes três vezes ao dia, fazendo uso de fio ou fita dental – hábito que deve ser amplamente adotado pela população mundial, a fim de reduzir a incidência de lesões por cárie e todos os desdobramentos que vêm sendo largamente estudados.



“Há pesquisas que acabam comprometendo a realidade dos fatos. O atendimento clínico do paciente, no qual se realiza uma anamnese detalhada e um minucioso exame clínico, pode revelar a real necessidade do tratamento bucal e corporal do paciente. Embora as pesquisas sejam importantes, devem ser instrumentos de curiosidade, mas nunca provocar pânico e corridas desenfreadas ao dentista. Quem deseja investir na prevenção de infartos e outras cardiopatias deveria começar adotando um estilo de vida mais saudável, uma alimentação balanceada, exercícios físicos regulares e, paralelamente a isso, cuidar bem da saúde bucal”.


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