Sem bafômetro, nova ‘lei seca’ deixa de ser cumprida em Vinhedo

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Na
madrugada de quinta-feira, dia 26,
a Guarda Municipal de Vinhedo flagrou um motorista
dirigindo na contramão na Avenida Presidente Castelo Branco. Abordado,
constatou-se que o homem não era habilitado. Para completar, o condutor
confessou ter tomado três latas de cerveja e uma dose de pinga. Mas, por falta
de bafômetro na cidade, não houve autuação com base na nova lei, que proíbe que
motoristas trafeguem após ingerir qualquer quantidade de bebida alcoólica.

Sobre o fato de estar dirigindo na contramão, declarou que não sabia que a rua
era tinha duas mãos. O motorista foi encaminhado ao Pronto-Socorro local, onde,
de acordo com o delegado Álvaro Santucci, se recusou a fornecer sangue para
análise, direito que a Constituição lhe faculta. Com isso, o médico de plantão
fez apenas um exame clínico, cujo laudo ainda será enviado para a Polícia
Civil. O médico confirmou que o rapaz estava visivelmente embriagado.

O motorista teve o carro apreendido e foi liberado. Caso fosse autuado com base
na Lei 11.705, sancionada no dia 19 de junho, poderia ter levado multa de R$
955 e ainda, dependendo do teor de álcool no sangue, até ser preso, caso
ficasse constatado seis decigramas por litro de sangue ou mais (equivalente a
dois chopes). A pena é de seis meses a três anos e é afiançável (de R$ 300 a R$ 1.200, em média, mas
depende do entendimento do delegado). A punição para
quem não cumprir a lei será considerada gravíssima.

Nesta sexta-feira, em entrevista do Jornal de
Vinhedo, o delegado Álvaro Santucci explicou que, por não contar com meios
adequados, como, por exemplo, um aparelho de bafômetro, continua trabalhando
com os meios que já dispunha, que é encaminhar o suspeito de infração para o
Pronto-Socorro para exames clínicos. Sobre o caso citado, o delegado explicou
que depois que receber o laudo poderá instaurar Inquérito Policial.

Álvaro Santucci faz um alerta para as pessoas que as pessoas não dirijam sob
efeito de bebida alcoólica, uma vez que, segundo ele, a fiscalização será
intensificada. “Hoje a tolerância zero”.

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