Policiais
da DIG – Delegacia de Investigações Gerais de Campinas estiveram em Vinhedo na
manhã de quarta-feira, dia 25, e prenderam três pessoas acusadas de ligação com
a facção criminosa PCC – Primeiro Comando da Capital. Outras duas pessoas foram
presas em Valinhos. O
líder desse grupo, que era considerado o chefe da PCC em Vinhedo e Valinhos,
havia sido preso na segunda-feira, 23, pela Guarda Municipal de Vinhedo. O
homem preso pela GM é A.A.B., conhecido como “Xandi”, que tinha endereço no
Jardim Alba.
De acordo com informações da Polícia Civil, ele foi liberado para passar o
final de semana com a família no início de maio por conta do Dia das Mães, mas
depois não voltou para a cadeia. Em liberdade, A.A.B. estava sendo monitorado
através de escuta telefônica, autorizada pela Justiça, desde o dia 6 deste mês.
Através do ‘grampo’ telefônico, a DIG identificou outras cinco pessoas ligadas
A.A.D. e conseguiu, na Comarca de Valinhos, mandados para prendê-las. A prisão
efetuada pela Guarda de Vinhedo, que não tinha conhecimento da operação da DIG,
precipitou as prisões. Na quarta-feira, três equipes, num total de dez
policiais, vieram para Vinhedo e Valinhos para cumprir os mandados.
F.R., 24, a
namorada de “Xandi”, e o mecânico D.B.C., 34, foram presos no Jardim do Lago, em Valinhos. Em Vinhedo
foram três as prisões. O autônomo R.D., 27, foi encontrado no Jardim Bela
Vista; o pintor W.S.V., 19, no Jardim Nova Palmares e o também pintor H.S., 19,
no Jardim Três Irmãos. De acordo com os investigadores da DIG, todos estes
foram autuados por associação ao tráfico e formação de quadrilha. Não foi
encontrada grande quantidade de drogas com eles.
Crime organizado
Segundo
informações da DIG, “Xandi”, mesmo quando estava preso, era o responsável pela
organização do PCC em Vinhedo e Valinhos. Em liberdade, ele continuou o
‘trabalho’. Na linguagem do crime, ele era conhecido como “Palavra”, ou seja,
aquele que manda. Sua namorada, que foi presa em Valinhos, era responsável pela
parte logística na distribuição da droga e pela cobrança.
Outro nome importante do PCC, de acordo com a Polícia Civil, é R.D., que
residia no Bela Vista. Ele era chamado de “Disciplina”. Como o próprio nome
diz, era incumbido de manter a ordem do bando nas duas cidades. Em sua casa
foram encontradas diversas cartas do PCC. Por telefone, ele mantinha contato
com membros da facção em diversas penitenciárias do Estado de São Paulo. Os
outros três detidos eram os principais vendedores da droga na região.
F.R. está presa na cadeia feminina de Indaiatuba e os outros membros da
quadrilha foram levados para o 2º DP de Campinas e depois transferidos para o
CDP de Hortolândia, onde se encontram à disposição da Justiça.