Faturamento das MPEs paulistas cai 0,4%

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A receita das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas caiu 0,4%
em setembro em relação a agosto deste ano. Trata-se da primeira variação
negativa registrada na receita na comparação mês a mês desde abril de 2009.

O resultado foi puxado principalmente pelo comércio, que teve
retração de 2,7%. O fato de agosto ter contado com as vendas do Dia dos Pais
contribuiu para a retração da receita na comparação agosto x setembro. Em
contrapartida, os setores da indústria e de serviços tiveram variação positiva
de 4,4% e 0,9%, respectivamente, na comparação de agosto e setembro deste ano.

Na comparação de 12 meses (setembro de 2008 a setembro de 2009), a
retração foi de 5,3%. O setor de serviços (-12,7%) puxou a queda. No mesmo
período, a indústria teve redução de 1,9% no faturamento, enquanto o comércio
teve perda de 2,8%.

“É preciso lembrar que setembro de 2008, quando as MPEs haviam
sido pouco afetadas pela crise, teve o melhor resultado de faturamento para as
MPEs durante todo o ano passado. Portanto, a base de comparação foi
relativamente forte. Além disso, o mês de setembro de 2008 teve um dia útil a
mais que setembro deste ano”, ressalta Milton Dallari, diretor administrativo
financeiro do Sebrae-SP.

Em termos absolutos, o universo das MPEs paulistas registrou em
setembro deste ano receita total de R$ 22,6 bilhões. Na comparação mês a mês
(agosto a setembro de 2009), o faturamento sofreu redução de R$ 98 milhões. Já
na comparação de 12 meses (setembro de 2008 a setembro de 2009), a diminuição na
receita foi de R$ 1,3 bilhão. Na média, a receita real das MPEs paulistas foi
de R$ 17.042,01 em setembro deste ano.

Pedro João Gonçalves, consultor da entidade, explica que os
serviços prestados às empresas particularmente puxaram o índice para baixo.
Entre as atividades de serviços prestados, em geral, às grandes empresas
destacam-se: serviços de contabilidade, advocacia, arquitetura, vigilância e
limpeza.

Por regiões do estado, as micro e pequenas empresas do Interior
foram as que tiveram maior queda (- 6,1%) no faturamento em 12 meses (setembro
de 2008 a
setembro de 2009). Nas MPEs da Região Metropolitana de São Paulo e do Grande
ABC a redução na receita foi de 4,3% e 1,9%, respectivamente. Na Capital, a
retração foi de 4,4%.

Expectativas

Apesar da queda no faturamento, os proprietários das MPEs
estão relativamente mais otimistas. Em outubro, 45% dos donos de MPEs
declararam acreditar em melhora do faturamento da sua empresa nos próximos seis
meses e 43% apostam na melhora do nível da atividade econômica nos próximos
seis meses.

Esses foram os principais resultados da pesquisa Indicadores
Sebrae-SP, realizada em setembro de 2009, com a colaboração da Fundação Seade.
A pesquisa monitora mensalmente o desempenho de 2,7 mil MPEs em todo o estado,
apresentando também dados para quatro regiões: Capital (cidade de São Paulo),
Grande ABC, Região Metropolitana de São Paulo (39 municípios) e Interior.

As MPEs e a economia

O impacto da crise financeira internacional no
Brasil foi menor que nas chamadas “economias avançadas” – como a dos Estados
Unidos e de países da Europa Ocidental – onde são projetadas quedas expressivas
no Produto Interno Bruto (PIB).

O consultor do Sebrae-SP, Pedro João Gonçalves,
explica que o desempenho da economia brasileira vem sendo sustentado pelo
crescimento do mercado interno devido à manutenção do poder aquisitivo da
população. “O controle da inflação também colabora para esse resultado”,
acrescenta.

Por isso, Gonçalves acredita que os segmentos
mais ligados ao mercado interno e cujo consumo dependa mais da renda do que do
crédito se recuperem em primeiro lugar como, por exemplo, comércio e serviços
prestados ao consumidor. “As atividades industriais e as atividades ligadas à
exportação tendem a apresentar uma trajetória de recuperação mais lenta”,
conclui o consultor.

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