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Um NÃO redondo e sonoro, bem grande
e cheio, daqueles que espantam os sonhos e nos enchem de medos e de tristeza,
que explode na cara, bate na cabeça, quebra as pernas, atordoa, dá vertigem,
dor de cabeça. Um NÃO maior que a capacidade de sorrir de tudo, maior que a
determinação de levar a vida na boa. Um NÃO daqueles que dói no osso, dói na alma, abre feridas,
queima, arde, faz sangrar. Quem já recebeu um NÃO desses na vida?
É possível que alguém, pela pouca
idade, não tenha vivenciado uma situação dessas. Isso faz com que até duvide
que algo assim possa acontecer. Entretanto, aqueles que, de alguma forma, já
passaram por essa situação, sabem que é preciso fazer um grande esforço para se
tirar algum aprendizado sempre que um cenário pouco favorável como esse se descortina a nossa frente. Mas como é difícil!
A vida é generosa e quase sempre
diz “sim” a todos nós. Daí surge um desacostumar com os limites, com as
barreiras, com as oposições, as objeções, os “nãos”. E quando eles teimam em
surgir, causam estragos na autoconfiança, na autoestima.
Por vezes até podemos ter
consciência da possibilidade de nossos planos, sonhos e desejos não virem a se
concretizar. Mas somos movidos pela esperança e, apesar de considerarmos a
possibilidade do não, tudo o que mais desejamos é receber uma resposta positiva
para nossos investimentos – sejam eles de energia, afetos, finanças.
Mas nem sempre as coisas saem como imaginamos e daí
acontece… A resposta chega e é um não. Então, como reagir diante de um não? Será que existe
uma receita boa, daquelas infalíveis? Pode até ser que exista, mas creio que
ela ainda é desconhecida da maioria dos mortais. Entretanto, é possível
compartilhar algumas pequenas artimanhas que são utilizadas quando se está
diante de uma resposta negativa às nossas expectativas.
O não pode ser para uma
oportunidade de trabalho, para um projeto profissional, para um aumento de
salário, para uma promoção, para a aquisição de um bem, para mais autonomia ou
liberdade de ação, pode ser inclusive para um relacionamento afetivo. Qualquer
que seja a situação, será sempre uma barreira a ser transposta.
Uma negativa gera muitas vezes um sentimento de
frustração, que pode vir seguido de uma vontade de destruir o objeto ou a
pessoa responsável pelo impedimento às nossas ações. Contudo, dar asas a essa
agressividade não é uma boa estratégia. Nessas horas, vale o velho conselho que
nos convida a respirar fundo e contar até dez. A raiva não é uma boa
companheira, nem boa conselheira. É preciso pensar em outras alternativas de
ação.
Há vezes em que a saída é
simplesmente sentar e chorar diante de um não. Chorar muito. Vem-nos um
sentimento de pequenez, como
se fôssemos a menor de todas as pessoas. Acha-se que o mundo está contra nós,
um pequeno complô para provocar nossa desestruturação. Ninguém nos ama e
ninguém pode nos ajudar. Resta-nos chorar e deixar que as lágrimas lavem nossa
alma e nos acalmem, trazendo a paz ao nosso coração, para que, depois,
apaziguados e com o olhar mais límpido, seja possível enxergar a situação de
outra forma e encontrar uma nova oportunidade para prosseguir em nosso projeto
de vida.
Outras vezes podemos simplesmente
desistir, exercitar o desapego. Ir procurar outros interesses. Abrir mão para
não sofrer. Nem sempre é fácil, mas é uma saída que pode funcionar.
Há, porém, momentos em que vale a
pena lutar, procurar desesperadamente reverter o não e obter um sim precioso.
São momentos intensos, de estratégia, de pausas e silêncios cheios de significados,
momentos de ansiedade, angústia e incerteza. Momentos densos, de uma força
imensa, de um desejo enorme de ver os caminhos travados se descortinarem em uma
linda estrada florida
e cheia de bem-aventurança. Quando conseguimos nos manter firmes na busca por
nossos sonhos, ao conquistá-los, uma sensação de força nos invade. Nem sempre
perseverar é sinônimo de conquista. Mas é uma ação que na maioria das vezes
pode ser coroada com êxito.
Janete
Teixeira Dias é
coordenadora da área de Gestão de Carreiras da FIAP e da Faculdade
Módulo, realizando processo de coaching
com alunos e ex-alunos destas instituições (graduação e pós-graduação). É
psicóloga, administradora, mestre em Psicologia Social
pela PUC/SP, psicodramatista didata, possui formação em promoção de saúde e
qualidade de vida no ambiente de trabalho pela American University/CPH,
especialista em
Psicologia Organizacional do Trabalho pelo
CRP/SP, docente de cursos de pós-graduação e consultora na área de Gestão
de Pessoas. Sócia-proprietária da Global Coaching.