Os pais da garota Gabriella, Gabriella Yukari Nichimura,
Silmara e Armando, acompanhados de uma tia, da prima e ainda de um advogado,
estão na Delegacia de Vinhedo, neste momento, onde prestam esclarecimentos
sobre o acidente no Hopi Hari. A Polícia Civil apura a morte de Gabriella.
Nesta terça-feira, 28, o depoimento de um funcionário do
Hopi Hari, responsável pela manutenção do brinquedo, foi interessante em muitos
pontos, segundo o promotor de justiça Rogério Sanches Cunha. “O depoimento
trouxe uma situação que nós já imaginávamos, cotidiana do parque. Ele
apresentou o ponto de vista técnico dele e o que ele acha que pode ter
ocorrido”, afirmou o promotor.
O delegado de Vinhedo, Álvaro Santucci Noventa Júnior,
afirmou que o funcionário não quer acreditar que possa ter ocorrido uma falha
mecânica, que isso é quase impossível. “Em tese, estamos apurando a questão do
afivelamento do cinto, que ficava entre o colete do peito e o assento. É esse
aspecto que está deixando ele intrigado, porque não houve, no consentimento
dele, uma falha mecânica, então vamos partir para uma possível falha humana no
afivelamento”, informou. Ainda serão ouvidos os operadores do brinquedo, sem
data definida.
Os responsáveis pelo acidente podem ser indiciados por
homicídio culposo, aquele em que não há intenção de matar, e o parque também
pode ser punido, segundo informações do delegado de Vinhedo.
Com relação ao inquérito, que depende da chegada de laudos,
Álvaro Santucci Noventa Júnior afirmou que, a expectativa é que entre 50 e 60
dias haja resposta definitiva. La Tour Eiffel segue interditado até a conclusão
do inquérito.