Funcionário do Hopi Hari depõe e tese de falha humana é mantida

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O depoimento de um funcionário do Hopi Hari, responsável
pela manutenção do brinquedo, nesta terça-feira, dia 28, foi interessante em
muitos pontos, segundo o promotor de justiça Rogério Sanches Cunha. “O
depoimento trouxe uma situação que nós já imaginávamos, cotidiana do parque.
Ele apresentou o ponto de vista técnico dele e o que ele acha que pode ter
ocorrido”, afirmou o promotor.

O delegado de Vinhedo, Álvaro Santucci Noventa Júnior,
afirmou que o funcionário não quer acreditar que possa ter ocorrido uma falha
mecânica, que isso é quase impossível. “Em tese, estamos apurando a questão do
afivelamento do cinto, que ficava entre o colete do peito e o assento. É esse
aspecto que está deixando ele intrigado, porque não houve, no consentimento
dele, uma falha mecânica, então vamos partir para uma possível falha humana no
afivelamento”, informou.

A fivela existente no brinquedo, de acordo com o delegado Álvaro Santucci Noventa Júnior, deve ser fechada, teoricamente, pelo funcionário
que fica no brinquedo. A informação de como o brinquedo deve ser operado,
segundo o delegado, vem da chefia. “Se os funcionários deixam de proceder da
forma que foi passado, no caso do afivelamento, por exemplo, temos que
investigar. Todos os funcionários devem por em prática as normas que lhes foi
passado, mas isso não quer dizer que a responsabilidade se limite a esses
operadores. Isso pode ter envolvido outros responsáveis”, disse.

Ainda segundo informações passadas pelo delegado, o
brinquedo La Tour Eiffel
funciona normalmente sem o afivelamento. No entanto, a perícia feita nesta
segunda-feira, dia 27, constatou que todas as cadeiras da atração possuíam o
cinto e a fivela. “O que pode ter acontecido é a cadeira não ter sido
afivelada, isso nós vamos investigar”, disse Álvaro Santucci Noventa Júnior.

Não existem câmeras específicas para cada brinquedo do
parque, segundo informações passadas pelo delegado. No entanto, o Hopi Hari tem
câmeras espalhas por toda a extensão do local, que visam a segurança dos
visitantes e têm como objetivo prevenir vandalismos, furtos e roubos, por
exemplo.

Nesta semana serão colhidos outros depoimentos, segundo o
delegado de Vinhedo, entre eles, o da família de Gabriella Yukari Nichimura e a
gerência operacional do parque. Álvaro Santucci Noventa Júnior informou que os
operadores do brinquedo talvez não serão ouvidos nesta semana por questões
emocionais, já que eles passam por acompanhamento de psicólogos e médicos.

Os responsáveis pelo acidente podem ser indiciados por homicídio culposo, aquele em que não há intenção de matar, e o parque também pode ser punido, segundo informações do delegado de Vinhedo. Com relação ao inquérito, que depende da chegada de laudos, Álvaro Santucci Noventa Júnior afirmou que, a expectativa é que entre 50 e 60 dias haja resposta definitiva. La Tour Eiffel segue interditado até a conclusão do inquérito.

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