Doações de órgãos crescem e têm melhor janeiro da história em São Paulo

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O número de doadores de órgãos no Estado de São Paulo
cresceu 33,3% no primeiro mês de 2012, na comparação com o mesmo período do ano
passado. É o que aponta balanço da Secretaria de Estado da Saúde com base nos
dados da Central de Transplantes.

Em janeiro de 2012 foram 96 doadores, contra 72 no primeiro
mês de 2011. Foi o melhor janeiro da história em doações e o segundo melhor mês
de todos os tempos, perdendo apenas para março de 2010, quando houve 99
doadores no Estado.

No mês de janeiro foram feitos, no total, 243 transplantes
de órgãos, contra 193 no mesmo período de 2011. Houve dez transplantes de
coração, cinco de pâncreas, 162 de rim, 60 de fígado e seis de pulmão.

No primeiro mês do ano passado foram oito transplantes de
coração, 11 de pâncreas, 125 de rim, 48 de fígado e um de pulmão. Os dados
referem-se a doações de pacientes falecidos.

“Mantido este ritmo poderemos ter um novo recorde de
doações e transplantes no Estado em 2012”, afirma Luiz Augusto Pereira, coordenador
da Central de Transplantes da Secretaria.

Desde 2008
a Secretaria custeia a realização de exames gráficos,
como eletroencefalograma e doppler transcraniano, em hospitais públicos e
privados, necessários no diagnóstico de morte encefálica de pacientes, quando é
possível entrevistar a família para autorizar a doação.

A recomendação da Secretaria para quem deseja ser doador de
órgãos é deixar esta intenção bem clara aos familiares, pois somente a família
pode autorizar ou não a retirada de órgãos para transplante no caso de morte
encefálica.

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