Ao comprar produtos típicos das ceias de Natal e de Ano
Novo, o consumidor deve ficar atento para os itens que podem levar o produto a
ser considerado fora do padrão de qualidade exigido pelo Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As frutas frescas requerem
cuidados e são controladas na importação pelo governo. Maçã, pêra, uva rústica
e uva fina de mesa são frutas inspecionadas na entrada do país para que a
qualidade seja avaliada.
O coordenador-geral de Qualidade Vegetal do Departamento de
Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Fábio Florêncio, explica que o estado
de conservação da fruta é observado para evitar o ingresso de frutas impróprias
para o consumo. As normas fazem parte do padrão oficial de classificação do
Mapa.
As frutas secas também não podem ficar de fora das festas
de fim de ano. Desta forma, frutas desidratadas como figo seco, damasco, uvas
passas importados, quando ingressam no Brasil, são inspecionados pelo
ministério. Durante a vistoria, os técnicos verificam se há contaminação por
micotoxinas acima dos limites permitidos pela legislação brasileira.
No caso das nozes, amêndoas, amendoins e pistaches o
consumidor deve ficar atento, pois elas podem abrigar substâncias nocivas à
saúde. A aflatoxina é produzida por um fungo que aparece quando o produto,
depois de colhido, não é bem seco ou quando é armazenado em lugar úmido. O mais
seguro é comprar as oleaginosas empacotadas, com informações de procedência na
embalagem. A dica vale também para as frutas cristalizadas e secas.
O Mapa orienta as cadeias produtivas do amendoim e da
castanha do Brasil (castanha-do-pará) a seguir as boas práticas de
processamento do produto. O coordenador Fábio Florêncio afirma que “as
orientações sobre os cuidados necessários para evitar contaminação e risco de
má qualidade do produto são repassadas aos processadores e aos embaladores para
que os seus produtos cheguem aos consumidores inócuos e sadios”.