O tradicional Samba de Roda da Dona Aurora (Sudário) poderá
se transformar no quarto patrimônio imaterial da cidade. De acordo com a
Assessoria de Imprensa da Prefeitura, processo nesse sentido será encaminhado
ainda este ano pela Secretaria de Cultura e Turismo para Certificação do
Patrimônio Imaterial do Núcleo Japi, que faz uma análise prévia, e depois submetido
à Comissão Paulista de Folclore e da Abaçai Cultura e Arte, (entidades ligadas
a Secretaria de Estado da Cultura), que certificam esse tipo de
atividade.
A benzedeira Aurora Sudário, figura ilustre que faz parte
da história de Vinhedo, já é reconhecida oficialmente desde 2009 como
patrimônio imaterial de Vinhedo, ao lado do Coral Santa Cecília e da Corporação
Musical. O nome da benzedeira, que passou sua arte para os familiares que
até hoje atendem a comunidade, foi o primeiro indicado pelo prefeito Milton
Serafim, que determinou o início do trabalho de pesquisa por meio da Secretaria
de Cultura e Turismo de todo o patrimônio imaterial da cidade, aquele que reúne
as expressões e as tradições dos habitantes de Vinhedo.
O trabalho de identificação da época também foi acompanhado
pelo “Núcleo Japi de Preservação Imaterial”, que visa à preservação do
patrimônio imaterial das cidades da região, juntamente com a Comissão Nacional
de Folclore, órgão integrante do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura.
O Samba de Roda é um estilo musical tradicional
afro-brasileiro, associado a uma dança relacionada à capoeira. É tocado por um
conjunto de instrumentos como pandeiro, atabaque, berimbau, viola, chocalho e
bumbo, acompanhado por cantos e palmas. Os instrumentos são tocados geralmente
pelos homens e o som do bumbo é o que predomina.
O Samba de Roda da Dona Aurora é um grupo de Vinhedo
formado por descendentes de africanos que trabalharam como escravos nas
fazendas de café da região no século XIX. É um dos poucos grupos que mantém a
tradição do Samba de Bumbo até os dias de hoje. “Queremos manter viva essa
tradição genuinamente vinhedense e mostrar a sua importância para as novas
gerações”, afirma o Prefeito Milton Serafim.
Na prática, o solista improvisa, o coro responde e vai se
fixando em uma melodia qualquer. Quando os sambistas não conseguem responder ou
memorizar, por qualquer motivo, a coisa morre aos poucos. Há também uma
coreografia onde os instrumentos tocam e avançam e as filas dos dançantes
recuam. Depois são os dançantes que avançam e os instrumentos recuam.
Confira abaixo o vídeo com uma das apresentações do Samba de Roda da Dona Aurora: