Acivi abre normalmente no feriado deste sábado

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Neste sábado, 9 de julho, é feriado no Estado
de São Paulo para celebrar a Revolução Constitucionalista de 1932, data em que
teve início a Revolução. Apesar de algumas repartições permanecerem fechadas, a
Acivi – Associação Comercial e Industrial de Vinhedo segue com funcionamento
normal, ou seja, abre às 8h e fecha às 14h. O comércio da cidade poderá ou não
seguir a programação da Associação.

O feriado foi instituído por meio de Projeto de
Lei 710/95, apresentado pelo então deputado Guilherme Gianeti, que resultou na
Lei Estadual 9.497, de 5 de março de 1997.
Em 9 de julho de 1932, São Paulo reuniu armas e 30 mil homens para
lutar contra o governo federal de Getúlio Vargas.

Segundo o livro de história de Gilberto Cotrim,
o governo getulista, ao mostrar as características de poder centralizador,
preocupação com a questão social dos trabalhadores e interesse em defender as
riquezas nacionais, assustou a posição política de São Paulo que desejava a
República Velha.

As tropas paulistas eram formadas por soldados
da Polícia do Estado. Muitas indústrias de São Paulo ajudavam na fabricação de
material de guerra, como granadas, máscaras contra gases, lança-chamas e
capacetes. Mas São Paulo ficou isolado do resto do país. Depois de três meses
de lutas sangrentas e milhares de mortos e feridos, os paulistas foram
derrotados pelas tropas federais.

Em maio de 1932, quatro estudantes de São Paulo
– Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo – morreram em um conflito de rua, em
manifestação pública contra o governo federal. A morte dos estudantes exaltou
ainda mais os ânimos paulistas. As letras iniciais de seus nomes – MMDC –
tornou-se o símbolo do movimento constitucionalista.

Rocinha

O antigo Distrito de Rocinha, hoje Vinhedo, tem
histórias para contar da Revolução Constitucionalista de 32, que deu origem ao
feriado de 9 de julho. O médico dr. Manoel Matheus Netto conta que existia a
“cantina do soldado” na esquina da Rua Nove de Julho com Santos Dumont. “Os
soldados passavam e paravam ali”, afirmou dr. Manoel Matheus em entrevista ao Jornal de Vinhedo em determinada
oportunidade.

Ele contou também que por três dias o então
Distrito de Rocinha ficou praticamente desocupado porque a população se
refugiou para fazendas vizinhas com medo da Revolução. “Boatos correram no
distrito dizendo que os paulistas iriam resistir na Serra do Japi, nas nossas
proximidades”, disse dr. Matheus. O médico falou que mantimentos e cavalos
ficaram escondidos e que a fazenda de seu avô, chamada Santana, abrigou várias
pessoas porque tinha casas desocupadas. “Foi uma evasão. A cidade ficou
praticamente morta”.

Quando os paulistas foram derrotados, outro
susto. Algumas pessoas começaram a dizer que o então subprefeito, João
Corazzari, seria obrigado a tirar a placa do nome da Praça Olavo Guimarães
(atual Praça de Sant’Ana), que foi prefeito em Jundiaí.

A imposição vinha de pessoas ligadas a Getúlio
Vargas e que andavam com um cobertor vermelho amarrado no pescoço, como gaúcho.
“Mamãe colocou um tapete vermelho no chão, nós nos ajoelhamos e começamos a
rezar”, afirmou dr. Matheus em referência ao mandamento de sua mãe.

Após a Revolução, a família Matheus se refugiou
no conhecido casarão – onde atualmente é uma loja de roupas de bebê – e começou
a esquentar água. Caso os getulistas chegassem, seriam recebidos com água
quente, era uma espécie de arma, não de fogo, mas preparada com ele.

Casa do Soldado

O correspondente do então Diário do Povo,
jornal de Campinas, Gilberto Damásio, contou, em edição do dia 12/7/62, que o
30º aniversário da Revolução Constitucionalista foi comemorado em Vinhedo com a
inauguração da Casa do Soldado, que ficava na Rua Nove de Julho, esquina com a
Santos Dumont. Segundo o correspondente, “ali, os soldados que demandavam a São
Paulo em sentindo contrário, encontravam sempre às suas ordens merendas e o
sossego necessário para refazerem suas energias”.

Rua Nove de Julho

A Rua Nove de Julho, a principal da cidade,
passou a ter esse nome em função da Lei 115, de 25 de março de 1953, promulgada
pelo então prefeito, dr. Abrahão Aun. Ela era conhecida por Rua Dois. Na época,
a Rua Um também mudou de nome e passou para Monteiro de Barros. No mesmo
projeto, passaram a denominar-se Humberto Pescarini (Rua Três), Fernando Costa
(Nova), João Corazzari (Av. Dois), João Pinheiro (Av. Zero), Manoel Matheus
(Av. Um), Av. Dois de Abril (Av. Três até a Rua Dois), Jundiaí (Av. Cinco),
Benedito Storani (Rua Quatro) e Santa Cruz (Rua Cinco).

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