A Campanha Nacional do Desarmamento 2011, “Tire uma arma do
futuro do Brasil”, completa dois meses nesta quarta-feira, 6 de julho. O balanço
do período, consolidado pelo Ministério da Justiça, mostra que já foram
entregues 9.160 armas e 30.901 munições. Para se ter ideia da capacidade de
mobilização da iniciativa, a Polícia Federal, órgão que tem a atribuição de
receber armas regularmente, recolheu cerca de mil artefatos ao longo dos
quatro primeiros meses do ano.
Cada pessoa entrega, em média, uma arma. No caso das
munições, essa média sobe para 36 unidades por pessoa. Até agora, os revólveres
calibre 38 lideram a lista dos armamentos recebidos pelas Polícias Federal e
Rodoviária Federal. São 2.436, o que representa 26,5%. Depois vem os revólveres
calibre 32 com 1.110 unidades, ou seja, 12%. Foram entregues ainda 32 fuzis,
quatro metralhadoras e duas submetralhadoras.
Uma das inovações da campanha deste ano, a indenização,
retirada pelo próprio responsável pela entrega do armamento, já pagou R$ 835
mil. Os valores por arma são R$ 100, R$ 200 ou R$ 300.
A iniciativa atual traz ainda outras três novidades: o
cidadão não precisa se identificar no momento da entrega; a arma é inutilizada
na hora; e há um maior número de postos de coleta.
Desde o lançamento nacional da campanha pelo Ministério da
Justiça, no dia 6 de maio, no Rio de Janeiro, outros cinco estados e o Distrito
Federal aderiram à campanha. As unidades da federação ficam responsáveis pela
ampliação dos postos de coleta. Em Minas Gerais, por exemplo, 200 começarão a
funcionar nos próximos dias em unidades das Polícias Civil e Militar.
A campanha segue até 31 de dezembro. Depois disso, as
entregas continuam sendo aceitas, mas não poderão ser mais realizadas de forma
anônima, nem serão indenizadas.