Parceria entre as paróquias São Sebastião,
Nossa Senhora de Lourdes, Matriz de Sant’Ana e a Prefeitura de Vinhedo vai
proporcionar aos vinhedenses, nesta Sexta-feira Santa, celebrada no dia 22 –
feriado nacional, assistir à encenação da paixão e morte de Jesus Cristo.
Evento tem entrada gratuita e início marcado para as 20h, ao ar livre, na área
de shows do Parque Municipal Jayme Ferragut.
Uma empresa terceirizada montou, na
segunda-feira, 18, a
arquibancada, para 4 mil pessoas, que será coberta. De acordo com informações
do site do Cepagri/ Unicamp a cobertura do local não será necessária, já que, não
há previsão de chuva para Campinas e região.
Na sexta-feira, 22, persistem
as condições de tempo muito bom para turismo e lazer, com muito sol pela manhã
e ligeira cobertura por nuvens à tarde, sem perspectiva para chuvas
significativas. As temperaturas máximas na região ficam entre 29°C e 30°C, as mínimas ficam em 20°C nas áreas mais baixas.
A encenação
De acordo com a Assessoria de Imprensa da
Prefeitura, a apresentação envolverá mais de 200 pessoas, das três comunidades,
que já trabalham para levar ao público a encenação da data que os cristãos
lembram o julgamento, paixão, crucificação e morte de Jesus Cristo. Os atores usarão
roupas que lembram a época da crucificação de Cristo.
A Paixão de Cristo é a narrativa do calvário de
Jesus desde o momento em que ele é preso no Monte das Oliveiras, após a
realização da última ceia com os apóstolos, até a sua morte na cruz. Na mesma
noite em que é preso sob ordem de Caifás, o sumo sacerdote e maior autoridade
do povo judeu, ele é julgado de forma sumária pelo Sinédrio, conselho dos
anciãos e suprema corte judaica.
Acusado de blasfemo por se apresentar como o
Rei de Israel, Jesus é condenado à morte. Como a região da Judéia estava sob
domínio do Império Romano, caberia a Pôncio Pilatos, autoridade máxima romana
na região, aplicar a punição. Pilatos, em função da proximidade da Páscoa,
ofereceu a possibilidade de suspensão da condenação de Jesus, mas a multidão
que estava no local incitada pelos sacerdotes preferiu que a liberdade fosse
dada a Barrabás, um ladrão e assassino também condenado à morte.
A partir da sentença proferida de forma
definitiva por Pilatos, Jesus teria passado pelos flagelos que os romanos
impunham aos condenados. Entre eles, ser açoitado com chicote de três ramais,
que terminavam em bolas de metal com relevos e unidas por arame, e carregar até
o local da crucificação a trave horizontal da cruz.
A Paixão de Cristo é
principalmente essa passagem das últimas horas da vida de Jesus, da última ceia
até a sua morte na cruz, quando seu sofrimento teria sido uma prova de sua
doação total e incondicional para redimir os pecados da humanidade, segundo os
preceitos da Igreja Católica.