A CPFL Renováveis adquiriu no mês de fevereiro a totalidade
das quotas da Bons Ventos Geradora de Energia S.A e os quatro parques
eólicos em operação no estado do Ceará, com capacidade instalada de 157,5 megawatt (MW).
O valor total da aquisição da BVP S.A., controladora da
Bons Ventos, será de R$ 1,062 bilhão, que compreende: o valor de R$ 600
milhões a ser pago aos vendedores, além serem assumidos, em dívida líquida, o
valor de R$ 462 milhões. Os valores ainda serão ajustados com base no montante
da dívida líquida e capital de giro da BVP no fechamento da aquisição. A
transferência das ações está condicionada à obtenção das aprovações prévias
pertinentes, nas quais se incluem a anuência da ANEEL e dos bancos
financiadores.
A BVP S.A é uma empresa controlada pelo FIP Brasil Energia,
pela Servtec Investimentos e Participações Ltda., pelo FIP Progresso e por
pessoas físicas.
‘A aquisição da BVP representa um passo importante na estratégia
de crescimento da CPFL Renováveis e consolida a companhia como uma das
principais operadoras de ativos eólicos do Brasil’, afirmou Miguel Saad,
diretor presidente da CPFL Renováveis. “A transação marca o final de um ciclo
de investimento de sucesso no segmento de energia eólica para o FIP Brasil
Energia, a Servtec e os outros acionistas da BVP”, afirmou Oderval Duarte, sócio
do BTG Pactual e gestor do FIP Brasil Energia.
Os parques eólicos entraram em operação comercial entre
novembro de 2008 e março de 2010. Denominados Taíba Albatroz, Canoa Quebrada,
Bons Ventos e Enacel somam potência instalada de 157,5 MW. A totalidade da
energia assegurada dos quatro parques já foi comercializada por um prazo de 20
anos com a Eletrobrás, por meio do PROINFA.
Com esta nova aquisição, a CPFL Renováveis passa a ter um
portfólio de oito parques eólicos em operação comercial (todos no Ceará), com
367,5 MW. Outros projetos eólicos estão em construção nos estados do Rio Grande
do Norte e Rio Grande do Sul. Com capacidade instalada de 670 MW, têm entrada
em operação prevista até 2014. O portfólio da companhia passa a contar
com 809,5 MW em operação, além dos projetos eólicos, são 307 MW de PCHs e 135
MW em térmicas movidas a biomassa, e 885 MW em construção, também nas três
fontes.