Os cerca de 200 trabalhadores da equipe de produção da empresa
Saint-Gobain, que entraram em greve na manhã da quarta-feira, dia 16,
permanecem sem trabalhar nesta quinta-feira, dia 17.
A paralisação é, segundo o dirigente Regional de Vinhedo do
Sindicato Químicos Unificados, Francisco Natal, por tempo indeterminado. “Os
funcionários estão aguardando as negociações e retornarão quando houver acordo
com a empresa”.
Ainda de acordo com informações passadas por Natal, ainda não
houve uma reunião com a multinacional. O sindicato entrou em contato com o
departamento de recursos humanos da Saint-Gobain, que ficou de marcar uma reunião
para esta quinta-feira, dia 17,
a tarde, ma ainda não deu retorno.
Segundo o sindicato, “a mobilização
na multinacional francesa é resultado da insatisfação e da exploração dos
trabalhadores na fábrica”. Após assembleia realizada na última sexta-feira, dia
11, para não saírem mais prejudicados, os operários aceitaram a contraproposta da
empresa, de reajuste mínimo de 9% e por manter a luta específica, fábrica por
fábrica, em busca de mais avanços.
Francisco afirmou que desde a
quarta-feira, dia 16, não ocorreram avanços nas negociações.
Reivindicações:
Entre as reivindicações estão o
reajuste salarial maior do que os 9% propostos pela patronal na campanha
salarial 2011 (que tem como data base dia 1° de novembro);
– maior valor na participação nos
lucros e resultados (PLR);
– cesta básica no valor mínimo de
R$ 150,00;
– implantação de plano de cargos e
salários,
– implantação de convênio médico e
odontológico
– fim do assédio moral.