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A agência norte-americana que monitora padrões meteorológicos e
oceânicos de todo o planeta (NOAA, na sigla em inglês) divulgou relatório nesta
segunda-feira, 17, com valores médios de temperatura registrados nos primeiros
quatro meses deste ano em todo o globo. Comparando estes dados com a
temperatura média registrada no século passado, a agência chegou à conclusão de
que este quadrimestre foi o mais quente da história em vários pontos do
planeta.
No entanto, os meteorologistas fazem uma ressalva: por se tratar
de um período de análise muito curto, é importante que não confundamos este
aquecimento com mudanças climáticas associadas, por exemplo, com a influência
do homem. Segundo o meteorologista da Somar, Celso Oliveira, neste último caso,
apenas análises de períodos muito longos (alguns séculos) podem identificar
alguma variação associada à influência humana.
Fazendo uma comparação com o atual estudo, é como se em um dia
tivéssemos uma temperatura máxima de quase 45°C no Rio de Janeiro e
afirmássemos que isto foi gerado pelas mudanças climáticas antropogênicas –
geradas pelo homem. Um único dado (ou um período de análise muito curto) não
pode ser associado como uma mudança climática causada pela ação do Homem.
“É correto afirmar que passamos por um aquecimento nestes quatro meses de
2010, mas o termo ”aquecimento global” vem do fato de que a maior parte das
estações do globo registraram temperaturas mais elevadas que o normal”,
diz Celso.
O meteorologista explica que a temperatura do ar é diretamente
influenciada pela temperatura da superfície do nosso planeta. E como 75% da
superfície nosso planeta é composto pelos oceanos, é possível imaginar que boa
parte deste aquecimento do ar aconteceu por causa de alguma mudança da
temperatura da água dos oceanos. O Oceano Pacífico, o maior deles, vem de um
aquecimento nos últimos meses, fenômeno chamado El Niño. Além disso, outros
oceanos, como o Atlântico e Índico também estão mais quentes que o normal e
todo este aquecimento acabou influenciando a temperatura do ar em boa parte do
globo.
Segundo Celso Oliveira, apesar do atual aquecimento do ar,
dificilmente terminaremos o ano com este patamar. Isso porque o Oceano Pacífico
está entrando em resfriamento, fenômeno conhecido por La Niña. “Aos
poucos, ao longo deste ano, este resfriamento do oceano também resfriará a
atmosfera de boa parte do globo”, finaliza o meteorologista.