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O verão chegou e, com ele, o período de chuvas, que aumenta a
incidência das doenças que proliferam com as enchentes. A dengue, doença viral
transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, é uma
delas.
O Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti
(LIRAa 2011), do Ministério da Saúde, revela que 48 municípios
brasileiros estão em situação de risco para ocorrência de surto de dengue.
O mapa, que permite identificar onde estão concentrados os
focos de reprodução do mosquito transmissor, foi realizado entre os meses de
outubro e novembro deste ano. Nos municípios em situação de risco, mais de 3,9%
dos imóveis pesquisados apresentaram larvas do mosquito. Ao todo, participaram
561 cidades.
Neste sentido, o Secovi-SP (Sindicato da Habitação), que integra o Comitê de
Combate à Dengue, alerta para a importância da prevenção. “Temos o compromisso
de colaborar com o combate à doença, levando a uma parcela significativa da
população que reside em condomínios informações e recomendações preventivas”,
afirma o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do
Secovi-SP, Hubert Gebara.
Segundo ele, ações preventivas são o melhor caminho para controlar
a doença e impedir a proliferação. Nos condomínios, cabe ao morador verificar
possíveis focos e adotar as medidas preventivas em seu apartamento,
principalmente em varandas, onde há muitos vasos de plantas. O ideal é colocar
pratos justapostos, encher com areia ou furá-los, e também não esquecer de
limpar as bordas das vasilhas de comida e água dos animais.
O fosso de elevador geralmente acumula água e abriga
razoável quantidade de mosquitos. É de lá que eles acessam os andares, uma vez
que a capacidade de voo do Aedes gira em torno de dois
metros. Ao atingir os pavimentos superiores, o mosquito procria, pica e
transmite a doença. O ovo do mosquito sobrevive até 460 dias – cerca de um ano
e meio.
O síndico deve tomar providências destinadas às áreas
comuns do edifício: manter piscinas sempre com cloro e na quantidade adequada;
colocar cloro ou sal de cozinha nos ralos, principalmente da garagem, locais
escuros e aprazíveis ao mosquito; evitar acúmulo de água em tambores e sobre
guaritas com laje sem caída. É importante orientar os funcionários para que
verifiquem pneus, gangorras e objetos para reciclagem de forma a não acumularem
água.
Quem for viajar ou se ausentar de sua residência por um
período maior deve adotar os cuidados recomendados antes de sair de casa e
também checar as condições do local onde ficará hospedado, eliminando
imediatamente potenciais focos da doença.