Sociedade Brasileira de Dermatologia promove campanha sobre a psoríase

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No Dia Mundial de Conscientização da Psoríase, 29 de outubro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)
promove a sua Campanha Nacional sobre a doença, que em 2009 conta com uma
programação variada. Nesta data, as regionais da SBD montarão tendas em pontos
de grande circulação para distribuir folders informativos e orientar a
população sobre este mal comum, mas ainda pouco falado e cercado de preconceito,
que acomete duas entre cada cem pessoas em todo o mundo. Somente no estado de
São Paulo serão 15 postos e a organização espera atender mais de 2 mil pessoas.

“A campanha acontece em 19 estados em mais de 45 postos de orientação.
Nossa expectativa é de que pelo menos 50 mil pessoas sejam abordadas e aprendam
a como identificar a doença, que não é contagiosa e não tem cura, mas pode ser
controlada com o tratamento junto ao dermatologista”, informa Claudia Maia, que
é a coordenadora nacional da campanha juntamente com os médicos Maria Denise
Takahashi e Ricardo Romiti, responsáveis pela parte científica.

As ações da SBD continuam ainda com um simpósio online destinado à
atualização de dermatologistas (oferecido pelo site da entidade nos dias 5, 14,
19 e 26 de outubro) e um simpósio presencial em Brasília, no dia 14 de
novembro, com a participação de médicos e autoridades. Este tem por objetivo
promover um amplo debate sobre a doença e terá como destaque um workshop para
associações de pacientes com psoríase, no qual estas serão orientadas, entre
outros assuntos, sobre questões envolvendo regulamentação, captação de recursos
e apoio a pacientes.

Este ano, a campanha também ganhou mais um reforço: a reedição do
Consenso Brasileiro da Psoríase — uma publicação da SBD para a qual foram
convocados vários especialistas atuantes em seu estudo clínico e terapêutico. A
partir de outubro, a edição, considerada uma importante ferramenta de
atualização dos guias de tratamento dessa dermatose, será enviada a bibliotecas
médicas de todo o país, secretarias de saúde, entidades médicas e serviços
credenciados.

O presidente da SBD, Omar Lupi, explica que esta é uma publicação
científica muito relevante e que, de certa forma, normatiza o tratamento. “O
consenso irá contribuir para a padronização de condutas e, consequentemente,
para aprimorar o atendimento ao paciente, nosso principal objetivo”, reforça.

O que é a psoríase

É uma doença inflamatória crônica da pele que se manifesta, na maioria
das vezes, por lesões róseas ou avermelhadas recobertas por escamas
esbranquiçadas. Em alguns casos, as lesões podem estar apenas nos cotovelos,
joelhos ou couro cabeludo. Já em outros, as lesões se espalham por toda a pele.
Frequentemente, há acometimento das unhas. Embora seja pouco habitual, há casos
em que as articulações também podem ser afetadas causando a artrite psoriásica.

A psoríase não escolhe sexo ou idade embora tenha picos de incidência
na segunda e quinta décadas de vida. Qualquer pessoa pode desenvolver essa
doença, que não é contagiosa e não atinge órgãos internos. Apesar de não
provocarem dor, as lesões trazem prejuízos à qualidade de vida dos portadores,
já que atingem a aparência, comprometendo a interação social e a auto-estima.

Fatores desencadeantes

A psoríase é causada por vários fatores, destacando-se a existência de
um componente genético, o que não significa que seja, necessariamente,
hereditária. Aproximadamente, 50
a 60% dos pacientes não possuem registro da psoríase em
sua família. A partir do componente genético da psoríase, vários fatores podem
desencadear o surgimento das lesões, como a reação a alguns medicamentos,
algumas infecções, ferimentos na pele e, principalmente, o estresse. É comum o
surgimento da psoríase estar associado a crises emocionais. Porém, a eliminação
de um ou de todos esses fatores não significa que as lesões de psoríase
desaparecerão.

Diagnóstico

Pelo simples exame clínico do dermatologista, que é o único médico
indicado pelo Conselho Federal de Medicina para tratar da pele, cabelos e
unhas. A psoríase não causa manifestação nos órgãos internos, por isso, os
exames laboratoriais têm pouca utilidade (geralmente só são utilizados para
acompanhamento durante o uso das medicações). Além do “olho clínico”, o único
recurso que pode confirmar o diagnóstico é a biópsia da pele: exame simples
feito no consultório ou ambulatório, em que o médico tira um pedacinho da pele
para análise.

Tipos de psoríase

Psoríase vulgar ou em placas – A psoríase em placas ou vulgar é a
mais comum. Atinge 90% dos pacientes. A doença pode apresentar diferenças em
relação à intensidade e evolução. As áreas mais afetadas são cotovelos,
joelhos, couro cabeludo, região lombo-sacra e umbigo.

Psoríase nas unhas ou ungueal

Em mais de 50% dos casos a psoríase pode envolver as unhas,
correspondendo a um grande estigma da doença, pois interfere nas relações
sociais e atividades de trabalho. Umas das principais características da doença
é o descolamento da unha (onicólise). Para minimizar é preciso que o paciente
evite traumatismos. Por isso, é importante manter a unha curta, seca e limpa
para diminuir as chances de ocorrerem estímulos que possam intensificar o
descolamento.

Artrite psoriática

Uma pequena parcela da população de pacientes pode apresentar esse tipo
de manifestação da doença, que pode apresentar inflamações nas cartilagens e
articulações, desenvolvendo dor, dificuldades nos movimentos e alterações na
forma das articulações.

Além dos principais tipos de psoríase, existem ainda: psoríase em
gotas, psoríase eritrodérmica, psoríase pustulosa, psoríase invertida e
psoríase palmo-plantar.

O Tratamento

São várias as formas de tratamento, portanto cabe ao dermatologista
avaliar a melhor delas. Nas formas leves, são prescritos medicamentos tópicos
sob a forma de pomada, loções, xampus ou géis. Nas formas mais avançadas, além
de duas ou três sessões de fototerapia por semana, podem ser indicados
medicamentos de uso interno via oral ou injetável, dependendo do caso. As
terapias biológicas são os tratamentos mais modernos para psoríase, mas por
serem muito caras, destinam-se a casos especiais.

Controle

Não existe cura para essa doença, mas é possível controlá-la e levar
uma vida normal. As lesões podem desaparecer e não reaparecer durante muitos
anos e, algumas vezes, nunca mais voltar. Porém, para a maioria dos pacientes,
a psoríase é uma doença crônica com períodos de erupções e períodos sem
manifestações visíveis.

A evolução da psoríase é completamente imprevisível, variando muito de
paciente para paciente. Em muitas pessoas, as lesões são moderadas e se
concentram em uma região da pele, entretanto, existem casos em que as lesões se
generalizam pelo corpo todo. As articulações eventualmente podem estar
acometidas, inclusive levando a deformidades.

As medicações variam desde cremes para uso local, até medicações
sistêmicas, dependendo da forma e extensão da doença. O médico dermatologista é
o profissional que irá determinar qual deverá ser indicado.

Serviço

Campinas: Hospital e Maternidade Celso Pierro – Informações (19)
3343-8496 / HC UNICAMP – Informações (19) 3521-7776

Mais informações:

Site da Sociedade Brasileira de Dermatologia (www.sbd.org.br)

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