Suspeita de contaminação no São Joaquim segue sem esclarecimento

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De onde vem uma espuma misteriosa, que há
mais de dois meses deságua no lago central do Condomínio São Joaquim? O que
seria essa espuma e o que ela pode provocar? São perguntas que intrigam os
moradores e a administração do residencial há mais de dois meses, conforme já
mostrou a reportagem do Jornal de
Vinhedo
.

A espuma surgiu no começo de abril –
problema que já ocorreu em outras ocasiões – e desde então vem incomodando a
administração do Condomínio São Joaquim. Em abril, mais de 700 peixes foram
encontrados mortos no local, provavelmente em decorrência do produto que chega
por um afluente. A suspeita é de que o produto seja proveniente de alguma
empresa do Distrito Industrial.

Por precaução, desde abril, funcionários do
condomínio orientam os moradores a não pescarem no local ou a não consumirem os
peixes retirados do lago. No dia 21 de abril, o JV mostrou que a Sanebavi havia
interrompido a captação de água no lago até que a Cetesb enviasse laudo da
análise da água.

Na semana passada, conforme noticiou com exclusividade o JV deste sábado, 23, por meio da Assessoria de
Imprensa, a Prefeitura informou que a captação ainda está suspensa e que o laudo da
Cetesb não chegou. No local eram captados
45 m3/hora de água, o que representa cerca
de 5% do abastecimento do município.

Ainda de acordo com a Assessoria, não há
impacto no abastecimento de Vinhedo, uma vez que existem outras opções em caso de
necessidade. Informou ainda que a captação no Rio Capivari, que recebe água do
lago do São Joaquim, prossegue normalmente.

A reportagem do JV questionou se a Prefeitura enviou técnicos para aquela região
para tentar descobrir a origem da espuma, mas neste caso não houve resposta da
Assessoria de Imprensa. Informaram apenas que estiveram em contato novamente
com a Cetesb para cobrar o envio do laudo.

Na semana passada, conforme informou o supervisor
de segurança do residencial, Valdir Gimenes, a espuma apareceu com mais intensidade
e trouxe ainda mais preocupação. ‘A gente não sabe que produto é esse.
Poluente a gente sabe que é, mas não sabemos o que pode causar’, explicou.

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