A Defesa Civil de Valinhos interditou
nesta quarta-feira, 20, uma residência na Rua Luzia Aparecida Dallanegra
Bracalente, no bairro Ana Carolina II, após uma parede ter desabado na madrugada, durante a forte chuva que caía. O
casal e uma criança de um ano e meio dormiam no cômodo no momento da queda da
parede. De acordo com a Prefeitura, elas não foram atingidos pelos escombros.
Segundo a Defesa Civil houve o atendimento do Corpo de
Bombeiros e de uma ambulância na casa, a família foi levada ao CAUE, passou por uma avaliação clínica e foi liberada na sequência. “O morador da casa nos relatou que, ao ouvir o
barulho da queda da parede, a família acordou assustada e teve tempo de correr
antes do agravamento da situação. Ele também disse que buscou sustentar a parede
com os ombros para que a mulher e a criança saíssem a tempo. Por isso, achamos
importante que todos passassem por uma avaliação no CAUE”, disse o diretor da
Coordenadoria de Defesa Civil, Eduardo Matias.
De acordo com Matias, foi solicitada na manhã desta
quarta-feira, uma avaliação do setor de fiscalização da Secretaria de
Planejamento e Meio Ambiente, que considerou que o imóvel está com a estrutura
totalmente abalada. “O que foi constatado é que o muro de arrimo do imóvel
cedeu, o que provocou a queda parcial da parede de um dos dois cômodos da
residência”, disse Matias. A Secretaria informou que irá notificar tanto o
proprietário do imóvel, que é de aluguel e não possui aprovação da construção
na Prefeitura, como o da residência vizinha por não ter implantado canalização
correta das águas pluviais.
“A Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação, por
meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, também
oferecerá atendimento à família de acordo com as necessidades. No momento, ela
está instalada na casa de parentes”, completou o diretor da Defesa Civil.
Ainda de acordo com a Defesa Civil, o tempo chuvoso nestes
últimos dias é atípico para este período do ano quando tende a ser mais seco.
“Estamos em
plena Operação Estiagem e, ao contrário de atender as
tradicionais ocorrências de queimadas, nos deparamos com fortes chuvas. Para se
ter uma idéia, em menos de 24 horas registramos 85 milímetros de água
pelo pluviômetro instalado na sede da Defesa Civil. O que significa que se
estivéssemos na Operação Verão, que ocorre entre os meses de dezembro a março,
isto já seria motivo para decretarmos estado de atenção”, explica Matias. Ele
explica que nestas condições o solo fica mais encharcado o que aumenta o risco
de deslizamentos de terra e desabamentos de imóveis.