Número de gestantes adolescentes cai 40% em Vinhedo

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Em
1998, Vinhedo registrou 160 casos de gravidez entre mulheres com menos de 20
anos, número esse que caiu para apenas 96 registros em 2009. Os dados são da
Fundação Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados). A redução foi
de 40%, maior que a observada na média dos 19 municípios da RMC – Região
Metropolitana de Campinas, de 37%, mesmo caso observado em todo o Estado de São
Paulo.

O
número de gestantes adolescentes (10
a 19 anos) segue caindo em Vinhedo. De acordo com
a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, no ano passado a cidade teve 85 casos
de gestantes nessa faixa etária, que representaram 13% do total. Neste ano, no
primeiro semestre, foram 53 (12% do total), segundo os dados levantados para o
Prefeito Amigo da Criança (PPAC).

Segundo
a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, a Secretaria de Saúde realizou tem
realizado encontros de sexualidade dos adolescentes em novembro, em parceria
com as escolas municipais, além de orientações para os professores quando a Secretaria
de Educação solicita e também orientação dos profissionais da Saúde de
atendimento dos adolescentes a partir de 14 anos, mesmo sem a presença dos pais
(conforme orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria) e participações em
reuniões dos Cras quando solicitadas pela Secretaria de Promoção Social.

Em
Vinhedo, o acompanhamento a essas mães é realizado nas Unidades Básicas de
Saúde através da enfermagem e ginecologistas, com acolhimento e prioridade nas
agendas, sendo as mesmas classificadas nos protocolos da Rede Municipal como
pré-natal de alto risco ou especializado; posteriormente ao nascimento, as mães
e seus bebês são atendidos pela equipe de enfermagem do programa ‘Mamãe-Bebê’
da Prefeitura, já na própria Maternidade da Santa Casa, através do questionário
de Visita Hospitalar do referido programa, no qual são classificadas como risco
vermelho, e recebem, após a alta hospitalar, a visita domiciliar da equipe do
programa logo na primeira semana e até a reclassificação da mesma chegar a verde,
o que pode durar os primeiros seis meses da criança.

Ainda
segundo a Assessoria, logo na alta hospitalar, as mães recebem a data de
atendimento da primeira consulta do recém-nascido com o pediatra e da mãe com a
ginecologista Rede Básica de Saúde. Aqueles bebês que possuem alguma patologia
são também encaminhados para o ambulatório de recém-nascidos de risco, com
pediatra especializado.

“O
atendimento das gestantes adolescentes tem sido muito bom, inclusive com a
discussão do acolhimento prioritário nas unidades. Com a inauguração do CASM –
Centro de Atenção à Saúde da Mulher, que funcionará ao lado da Policlínica da
Capela teremos ampliação das ações voltadas às adolescentes”, disse a
secretária de Saúde, Nádia Capovilla.

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