Investigação realizada pela Coordenadoria de
Controle de Doenças e pelo Instituto Pasteur, em parcerias com os municípios,
alegou que a vacina utilizada, neste ano, no Estado de São Paulo, para a imunização
de cães e gatos contra a raiva foi responsável por reações adversas acima do
espera em animais vacinados.
Desta forma, a Secretaria de Estado da Saúde de
São Paulo, mantém a recomendação, aos municípios paulistas, de suspensão das
campanhas de vacinação destes animais, por tempo indeterminado, até que os
Ministérios da Saúde e Agricultura decidam se é necessária a substituição dos
lotes encaminhados a São Paulo, ou mesmo a do produto.
A decisão tomada pelos órgão federais é
importante para que os municípios paulistas possam dar seguimento às campanhas,
protegendo, desta forma, os animais contra a raiva, e evitando que a doença
retorne ao Estado.
De 13 de agosto a 21 de setembro foram notificados
3.424 casos de reação em cães e gatos vacinados no Estado, dos quais 890 (26%)
foram considerados graves, conforme critérios de classificação estabelecidos
pelo Ministério da Saúde. Das reações graves, 717 foram em gatos.
A vacina contra a raiva humana, diferente do
produto contra a raiva animal, está sendo oferecida normalmente à população do
Estado de São Paulo para casos de mordedura, lambedura ou arranhadura de
mamíferos.