Aumenta o consumo de frutas e hortaliças; cai número de pessoas que praticam exercícios

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As frutas e
hortaliças estão mais presentes no prato do brasileiro. Estudo inédito do
Ministério da Saúde revela que 30,4% da população com mais de 18 anos optam por
esses alimentos cinco ou mais vezes na semana. E 18,9% consumiram cerca de
cinco porções diariamente em 2009 – 2,6 vezes mais que o registrado em 2006,
7,1%. Isso equivale as 400
gramas diárias recomendadas pela Organização Mundial de
Saúde. Contudo, o Ministério da Saúde alerta para o aumento no consumo de
alimentos com alto teor de açúcar e gordura e do número de sedentários no país.

Os dados
sobre o perfil da alimentação do brasileiro e o hábito de fazer atividade
física integram levantamento realizado todo ano pelo Ministério da Saúde, o
Vigitel. Foram entrevistadas 54.367 entre os dias 12 de janeiro e 22 de
dezembro de 2009. O levantamento foi apresentado durante a comemoração do Dia
Mundial de Saúde nesta quarta-feira, 7 de abril, na sede da Organização Pan-americana
de Saúde (OPAS), em Brasília.

O ministro
José Gomes Temporão participou da cerimônia e fez um alerta sobre os riscos da
mudança no estilo de vida da população. “A alimentação adequada e a prática
regular de exercício ajudam a prevenir doenças cardiovasculares, diabetes,
hipertensão e câncer. O Ministério tem estimulado hábitos saudáveis, espaços de
convivência e para esportes nas cidades brasileiras, com repasse de verbas, e
com ações de promoção da saúde nas equipes de saúde da família e por meio do Programa
Saúde na Escola”, destacou.

Hábito
alimentar

De acordo
com uma das responsáveis pela pesquisa, Deborah Malta, os dados demonstram o
impacto das mudanças no padrão alimentar do brasileiro – que acompanha
tendência mundial de maior consumo de alimentos gordurosos – e, ao mesmo tempo,
a preocupação de uma parcela da população em reverter esse quadro.

“Tem
reduzido o percentual de pessoas que almoçam em casa ou preparam sua refeição,
e assim as pessoas acabam optando por alimentos mais práticos e, geralmente,
mais gordurosos, como os pré-cozidos, enlatados ou mesmo os fast-foods”,
afirmou Deborah Malta, que também é coordenadora-geral de Doenças e Agravos
Não-transmissíveis do Ministério da Saúde. Segundo ela, a maior busca por
frutas e hortaliças é o resultado de um processo de conscientização e das
políticas de incentivo a hábitos saudáveis. “O desafio é ampliar o acesso a
essas iniciativas”, destacou.

Outro ponto
positivo no hábito alimentar do brasileiro é a queda de 15,8% no consumo de
carnes vermelhas gordurosas ou pele de frango. Em 2009, 33% dos adultos comiam
carnes com excesso de gordura contra 39,2% em 2006. A conscientização,
tanto em relação ao consumo de vegetais quanto à escolha de carnes mais leves,
segundo Deborah Malta, pode ser atribuída às políticas de incentivo a
alimentação saudável.

Refrigerantes

Contudo, os
dados demonstram também que refrigerantes e sucos artificiais (aqueles em pó
dissolvidos em água) participam ativamente da dieta do brasileiro. Ao todo, 76%
dos adultos bebem esses produtos pelo menos uma vez na semana e 27,9%, cinco
vezes ou mais na semana. O consumo regular, quase todo dia, aumentou 13,4% em
um ano. Em 2008, 24,6% da população bebia refrigerantes cinco ou mais vezes na
semana.

Entre os
mais jovens, de 18 a
24 anos, o índice é ainda maior, 42,1% bebem refrigerantes quase todos os dias.
Além disso, as versões light ou diet do produto não são tão
requisitadas. Só 15% da população adulta optam por eles. O leite com teor
integral de gordura também é o preferido: 58,4% da população consomem esse
produto cinco ou mais vezes na semana. Um aumento de quase 2% em três anos. Em
2006, 57,4% da população preferiam os integrais ao invés de desnatados ou semidesnatados.

Já o consumo
de feijão, tão comum na culinária brasileira, está caindo. Esse alimento, que é
rico em fibra e ferro, em 2009, fez parte do cardápio de 65,8% dos adultos
cinco ou mais vezes na semana. Em 2006, o índice era 71,9%, o que representa
uma queda de 8,4% em três anos. “O feijão requer tempo de preparado e pressupõe
uma comida caseira. Com a mudança no estilo de vida da população, ele está
saindo da rotina do brasileiro”, afirmou Deborah Malta. Segundo ela, para
reverter o quadro, é preciso ampliar as políticas de promoção da saúde, além de
esforços de outros setores do governo, como educação, agricultura e comércio.

Sedentarismo

As ações
também devem estar integradas ao incentivo e orientação para a prática regular
de exercícios físicos. “Hoje observamos um predomínio de alimentos com alto teor
de gordura e açúcar na dieta do brasileirão, e isso não é compensado com
aumento de atividades físicas. Pelo contrário, as pessoas estão mais
sedentárias”, alertou Deborah Malta.

Os dados da
pesquisa confirmam essa realidade. Apenas 14,7% dos adultos fazem atividades
físicas no tempo livre com a regularidade necessária – 30 minutos diários,
cinco vezes por semana. Considerando aqueles que se deslocam para o trabalho ou
para escola a pé ou de bicicleta, o índice sobe para 30,8%. O estudo demonstra
ainda aumento do número de sedentários no país, que hoje representam 16,4% da
população, ou seja, pessoas que não fazem nenhuma atividade física no tempo
livre, no deslocamento, na limpeza da casa ou outros trabalhos pesados. Esse
índice é 24% maior que o registrado em 2006, quando havia 13,2% de adultos
inativos fisicamente.

Nos períodos
de descanso, é a televisão que distrai o brasileiro. A pesquisa mostrou que
25,8% dos adultos passam três ou mais horas em frente à TV e isso acontece
cinco vezes ou mais na semana. “Isso demonstra que as pessoas optam cada vez
mais por um lazer passivo ao invés de praticar esportes ou outras atividades
físicas”, afirmou Deborah Malta.

Para a
melhoria da qualidade de vida da população, o governo federal instituiu, em 2006, a Política Nacional
de Promoção da Saúde. Desde então, estados e municípios recebem incentivos
financeiros para ações de estimulo à prática de exercícios físicos, alimentação
saudável e construção de espaços de convivência e lazer.

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