A verdadeira relação entre alimentação e câncer

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Uma pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em parceria
com o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer (WCRF), publicado pela Folha de
S.Paulo e O Estado de S. Paulo, na última sexta-feira (5), mostra que a
alimentação saudável, aliada a exercícios físicos, pode evitar 19% dos casos de
câncer.

Segundo o relatório “Políticas e Ações para a Prevenção do
Câncer no Brasil, Alimentação, Nutrição e Atividade Física”, que faz
projeções específicas para o Brasil, se o país não adotar medidas de prevenção,
a incidência da doença deve crescer 35% em 10 anos. O livro Medicina integrativa – A cura pelo equilíbrio
(MG Editores), do médico Paulo de Tarso Lima, traz um capítulo exclusivo com
informações sobre a relação entre alimentação e câncer. A obra, pioneira no
Brasil, apresenta pela primeira vez a medicina integrativa no país.

No capítulo “A verdadeira relação entre alimentação e
câncer”, o médico esclarece que uma alimentação baseada em frutas, legumes,
vegetais frescos, grãos integrais e boas fontes de proteínas e gorduras tem
papel importante na prevenção dos tumores e que a adoção desse tipo de dieta
reduz o desenvolvimento do câncer e fortalece o sistema imune. Porém, diz ele,
mais do que uma medida pontual, adotada em função de algum modismo, a mudança
alimentar precisa ser incorporada como alteração de estilo de vida, presente todos
os dias ao longo dos anos.

“Na prática de medicina integrativa, costumo orientar os
pacientes quanto à alimentação, mostrando-lhes dados científicos que embasam
alterações nutricionais e mudanças no estilo de vida. Gradualmente, ensino-os a
adotar uma dieta anti-inflamatória, rica em oxidantes, com baixo índice de
açúcar e alto nível de gorduras ômega-3, que são fundamentais no controle da
inflamação e da proliferação celular”, afirma.

Ele também sugere aos pacientes que prefiram os alimentos
integrais e evitem consumir produtos processados e industrializados.
“Oriento-os a incluir no cardápio alimentos com propriedades
anticancerígenas, como gengibre, cúrcuma, frutas cítricas, alho, chá-verde e
tomate. Para tipos específicos de câncer, as recomendações são especiais. As
mulheres com câncer de mama, por exemplo, indico sementes de linhaça e vegetais
crucíferos (brócolis, repolho, couve, couve-flor, couve-de-bruxelas)”,
diz.

Praticada em grandes hospitais e universidades, a medicina
integrativa está em ascensão em todo o mundo ocidental. Trata-se de uma
abordagem médica orientada para a cura do paciente como um todo, visando saúde,
qualidade de vida e autocuidado. O objetivo não é apenas curar o paciente, mas
estimulá-lo a melhorar seus hábitos e a ter papel ativo em sua recuperação.
Partindo da história de vida, dos hábitos e da análise meticulosa da saúde
daquele indivíduo específico, o médico que adota a abordagem integrativa propõe
o plano mais adequado para ele – sempre tomando por base uma visão ampla de
saúde e cura. No livro, o médico reúne informações sobre os tratamentos, a
filosofia e os resultados concretos dessa prática.

Pioneiro no mercado editorial brasileiro, o livro mostra que,
apesar dos fabulosos avanços dos últimos cem anos, a medicina convencional
ainda não consegue tratar a doença e, ao mesmo tempo, prevenir seu surgimento.
“É para equilibrar essa situação que surge a medicina integrativa, que se
pauta pela união dos avanços científicos com as terapias e práticas
complementares cujas evidências comprovem sua segurança e eficácia”,
afirma o médico.

No livro, o autor aborda os conceitos que norteiam a prática e
oferece dicas que podem ser adotadas e seguidas em qualquer momento do dia. São
exercícios de relaxamento para a consciência corporal e para o cultivo da
atenção plena; apresentação de uma pirâmide alimentar anti-inflamatória;
demonstração de como montar um prato colorido e rico em nutrientes; informações
sobre a relação entre alimentação e câncer; comparação entre alimentos
orgânicos e não orgânicos; e sugestões para diminuir o nível de estresse. A
mudança na dieta, a recomendação de atividades físicas, redução de estresse,
terapias de corpo e mente ou uso de técnicas da medicina tradicional chinesa
são diretrizes da medicina integrativa.

Fonte

Paulo de Tarso Lima é médico cirurgião
formado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas),
mestre em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em
Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV-SP). Graduou-se no programa de
Medicina Corpo-Mente da Universidade Harvard (EUA) e no Programa de Redução do
Estresse Baseado na Meditação da Universidade de Massachusetts (EUA). Foi o
primeiro médico brasileiro a completar o Programa de Medicina Integrativa da
Universidade do Arizona (EUA).

Membro da Sociedade de Nutrição da Inglaterra e da Sociedade de
Oncologia Integrativa, é atualmente diretor médico da Anima Medicina
Integrativa, em São Paulo,
e integrante do corpo clínico do Hospital Albert Einstein. Comprometido com a
difusão e implementação da medicina integrativa no país, realiza palestras e
apresentações sobre o tema em universidades, hospitais e empresas.

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