Sustentabilidade além do meio ambiente

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Temos ouvido
falar muito sobre aquecimento global nos últimos anos. Algumas décadas atrás, a
preocupação com o meio ambiente se restringia a alguns poucos hippies que
queriam viver de acordo com uma filosofia diferente. Porém, isso mudou. À
medida que a mídia, acadêmicos e ambientalistas passaram a insistir cada vez
mais no tema, expondo sua real gravidade às vezes de uma maneira até
sensacionalista, as pessoas começaram a dar atenção ao que lhes estava sendo
mostrado. Emissão de gases pelas indústrias, aumento das temperaturas médias,
desmatamento e elevação do nível dos mares são hoje assunto inclusive na sala
de aula.

Todo esse
debate transformou a mentalidade de algumas pessoas. Percebeu-se que o ser
humano estava explorando o seu planeta de forma irresponsável e que se as
coisas continuassem do jeito que estavam, seríamos em pouco tempo uma espécie
tão extinta quanto os dinossauros. Era hora de parar e refletir sobre o futuro,
pensar no que iríamos deixar para nossos filhos e netos. Surgiram então novas
ideias, entre elas o conceito de sustentabilidade, que acabou se tornando
recorrente.

Sustentabilidade
seria uma nova maneira de realizar empreendimentos humanos, pensando não só em
fatores econômicos ou ambientais, mas em um equilíbrio de todos os fatores,
inclusive culturais e sociais. Um exemplo pequeno, mas significativo, seria a
revitalização de praças, que traz áreas verdes para a cidade, envolve a
comunidade e pode ser feita com um orçamento viável.

Conscientes
da urgência por essa nova realidade, cidadãos começaram a cobrar atitudes
sustentáveis concretas de empresas e governos. Para os governos, a mudança é um
pouco mais lenta, pois novos projetos e novas políticas esbarram em burocracias
e acordos com a oposição até que sejam implantados. Mesmo assim, novos líderes
como Al Gore, nos Estados Unidos, surgiram defendendo essa bandeira. Já para a
iniciativa privada, quando percebeu a demanda de seus consumidores por produtos
ecologicamente corretos e um sistema produtivo sustentável, passou rapidamente
a desenvolver novas tecnologias e lançar novidades que melhorassem sua imagem e
atraíssem clientes. Com o tempo, as empresas descobriram que investir na
sustentabilidade é uma alternativa economicamente vantajosa.

Iniciativas
como o Dia Mundial Sem Carro, o aumento da coleta reciclável em diversos
municípios, a diminuição do uso das sacolinhas plásticas, o incentivo ao uso de
energias limpas e biocombustíveis e prédios com sistema de água de reuso são
bons exemplos de como estamos, sim, tomando atitudes para reverter a situação.

Talvez um
dos desdobramentos mais positivos dessa onda de sustentabilidade e apreensão
com o futuro seja uma melhor relação entre as pessoas. Em uma época em que se
fala tanto no individualismo gerado pela vida nas grandes cidades, essa
crescente preocupação com o próximo pode criar novos elos e gerar um respeito
mais sincero em relação ao outro. As ações que exigem cada vez mais
participação da comunidade também contribuem para essa convivência.

Estamos
caminhando em direção a um futuro possível. Ainda há muita coisa a fazer, mas
os primeiros passos já foram dados. Se continuarmos nesse ritmo, talvez
possamos reverter o desequilíbrio em que se encontra o planeta e evitar maiores
danos daqui em diante.

José
Cassio Castanho, jornalista e presidente da Plugcom Comunicação

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