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Notamos nitidamente a mudança no padrão alimentar da
população nas últimas décadas. A correria do dia-a-dia, a falta de tempo e a
procura por praticidade levaram a um aumento no consumo de alimentos com alta
densidade calórica e pobres em nutrientes. Em decorrência disso, aumentam os
casos de doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipercolesterolemia,
doenças cardíacas, constipação, etc.). Esse tipo de alimentação, pobre do ponto
de vista nutricional, leva também a uma maior ocorrência de cansaço, estresse e
desmotivação.
Uma das características desse tipo de dieta, a base de
carboidratos simples, é a falta de fibras. A baixa ingestão de fibras pela
população tem sido associada também ao aumento de inúmeras doenças, como as já
citadas. A preocupação em se manter saudável e prevenir a ocorrência dessas
doenças tem levado a uma maior prescrição de alimentos ricos em fibras por
parte dos profissionais de saúde e um maior consumo por aqueles que se preocupam
com a qualidade de vida.
No Brasil, a Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária
estabelece que alimentos que contenham 3% de fibra alimentar podem ser
considerados fontes de fibras, e quando possuem o dobro dessa quantidade (6%)
são considerados alimentos com alto teor de fibras.
As fibras ajudam a regular o trânsito intestinal,
aumentando o bolo fecal e estimulando o movimento que empurra as fezes para a
eliminação. Além disso, diminuem a absorção do colesterol e da glicose, muito
importante para o tratamento de colesterol alto e diabetes.
Um processo que parece ajudar a disponibilizar mais essas
fibras é a fermentação, processo que também é interessante pelo fato de os
micro-organismos fazerem uma “pré-digestão” do alimento, facilitando seu
aproveitamento principalmente por pessoas enfermas e debilitadas. A fermentação
prévia de substratos como o trigo e a soja disponibiliza uma maior quantidade
de fibras chamadas beta-glucanas, que ajudam no processo de diminuir a absorção
de colesterol e açúcar e também a melhorar a resposta imunológica do organismo,
aumentando a imunidade.
Ocorre também a fermentação no nosso intestino, onde as
fibras passam por esse processo e ajudam a aumentar e melhorar nossa flora
intestinal (bactérias boas que colonizam nosso corpo), que ajuda na proteção do
intestino e do organismo em geral.
Existe hoje uma disponibilidade maior de alimentos que são
voltados para a saúde, com um teor de fibra adequado, que passam pelo processo
de fermentação e que auxiliam a atingir uma alimentação mais completa. Essa é
uma opção importante para aquelas pessoas que trabalham o dia todo ou que não
têm tempo para se alimentar de forma correta e completa. A população em geral
deve se conscientizar da importância desses produtos que promovem a saúde e,
com isso, melhoram o estado nutricional. Para atingir o efeito desejado desses
alimentos, é importante que sejam consumidos diariamente.
Vale lembrar que esse tipo de alimento ajuda a complementar
a alimentação, no entanto é importante manter uma dieta balanceada e saudável,
tomar bastante água e praticar exercícios regularmente!
Vanessa C. Gallo é nutricionista da Aferbio Bioalimentos, CRN3
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