A CAASP – Caixa de Assistência do Advogado do Estado de São Paulo – realiza de 2 agosto a 30 de setembro da Campanha da Boa Visão 2010, aberta a todos os inscritos na OAB-SP e a seus dependentes. Por
apenas R$ 15,00, advogados e estagiários têm direito a passar por
consulta oftalmológica – que inclui testes de refração e acuidade visual – e
exame de tonometria binocular. As informações foram passadas pela OAB-Vinhedo.
No caso dos dependentes, o preço é R$ 20,00. Para participar, basta retirar guia na sede da Caixa,
nas Regionais e Espaços CAASP ou em qualquer uma das subseções da OAB-SP. Os
pacientes serão atendidos nas clínicas oftalmológicas referenciadas pela Caixa
de Assistência em todo o Estado de São Paulo. Em algumas cidades do Interior e
da Grande São Paulo, a campanha contará com apoio da rede da Unimed.
No ano passado, 2.530 pessoas participaram da
Campanha da Boa Visão. “Esperamos que esse número aumente. A prevenção é
maneira mais eficaz de se cuidar da saúde, e precisamos nos conscientizar
disso”, afirmou o presidente da CAASP, Fábio Romeu Canton Filho.
A exemplo das demais campanhas da CAASP, a da
Boa Visão privilegia a prevenção, principalmente contra duas das mais
freqüentes doenças da visão: o glaucoma e a catarata. Estima-se que 15% dos
casos de cegueira em adultos sejam causados por esses males, e que 3% dos
indivíduos com mais de 40 anos sofram de um deles. “Trata-se de males que podem ser
diagnosticados precocemente e terem seus progressão interrompida graças aos
exames que estamos oferecendo”, orientou o vice-presidente da Caixa de
Assistência, Arnor Gomes da Silva Júnior, responsável pelas campanhas de saúde
promovidas pela entidade.
Glaucoma
O glaucoma é uma doença causada pelo aumento da pressão
intraocular que, se não tratada, pode levar à cegueira devido a uma lesão
progressiva no nervo ótico. Com o avanço dessa lesão, a perda da visão torna-se
irreversível.
No início, o glaucoma raramente apresenta sintomas. Na
maioria dos casos, desenvolve-se lentamente, sem que o paciente perceba. O
risco de aparecimento da doença aumenta com a idade, sendo mais comum depois
dos 40 anos.
O tratamento do glaucoma é normalmente feito
com colírios. Porém, algumas vezes são necessários comprimidos. Nos casos de
difícil controle, pode ser necessária a aplicação de raio laser ou a realização
de cirurgia. O principal objetivo do tratamento é diminuir a pressão
intraocular, diminuindo a produção ou aumentando o escoamento do humor aquoso.
Catarata
A catarata é um processo de opacificação do cristalino,
lente biconvexa localizada dentro do globo ocular que, para refletir uma imagem
perfeita na retina, deve ser totalmente transparente. A principal responsável
pelo cristalino tornar-se aos poucos opaco é a idade, ainda mais se aliada a
outros fatores, como tabagismo, alcoolismo, diabetes, uso prolongado de
cortisona, exposição exagerada ao sol e desnutrição.
A catarata pode ser de origem congênita, quando a criança
já nasce com a doença; infantil, quando começa a se desenvolver no primeiro ano
de vida em decorrência de problemas metabólicos ou infecções maternas como
rubéola, toxoplasmose ou sífilis; ou senil, este, o tipo mais comum.
Há ainda as chamadas cataratas traumáticas, que decorrem,
por exemplo, de um soco no olho, um choque elétrico ou exposição à radiação. A
catarata pode ser detectada antes do comprometimento da visão, logo em sua fase
inicial, por meio de um procedimento médico chamado biomicroscopia, de fácil
realização em consultórios odontológicos.
Para as crianças
Mesmo não estando incluídas no grupo mais sujeito ao
glaucoma e à catarata, crianças a partir de três anos de idade devem passar por
consulta oftalmológica como a que é oferecida pela Campanha da Boa Visão, em
que se realizam exames de refração e acuidade visual. A orientação é de Orlando
Batich, médico oftalmologista da CAASP. “De 15% a 20% das crianças em idade
escolar apresentam algum problema de visão, como miopia, hipermetropia,
astigmatismo ou estrabismo, e precisam usar óculos”, esclarece.
Dor de cabeça, coceira nos olhos e desatenção podem ser
sinais de que a criança precisa de óculos. De acordo com Batich, os pais devem
estar atentos à saúde visual dos filhos mesmo antes deles completarem os três
anos, levando-os ao especialista assim que notem alguma anormalidade, como um
brilho diferente num dos olhos, que pode significar a presença de alguma
doença. “Na Inglaterra, por exemplo, todos as crianças são submetidas a exames
oftamológicos ao nascer”, observou.