O índice de
vítimas fatais registrou uma redução de 9,4% neste feriado de 15 de novembro em
comparação ao feriado de dois anos atrás. Em 2007, o índice foi de 2,7 contra
2,5 deste ano. Não houve operação especial nos dois últimos anos, pois a data
caiu em fim de semana (sábado e domingo). Já o índice de feridos nas estradas
paulistas caiu 30,4%, de 40,7 em 2007 para 28,3 em 2010. O único índice que
teve leve alta foi o de acidentes (IA), de 16,2%, ao subir de 0,7 para 0,9, de
um feriado para o outro. Neste feriado, em números absolutos: foram 1.045
acidentes, 345 feridos, 30 mortos, sendo 11 motociclistas e 4 pedestres.
De acordo
com a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Transportes, para esclarecer o índice de acidentes (IA) é necessário
ressaltar que ele não representa o número absoluto de acidentes nas estradas.
Esse índice é calculado levando-se em consideração, além dos dados
quantitativos (absolutos), a extensão das rodovias, o volume diário médio de
veículos (VDM) nas estradas e o período analisado. A metodologia, utilizada
internacional que começou a ser discutida no Brasil na década de 1970, é
necessária para que haja uma comparação tecnicamente correta.
Reforço nos recursos operacionais e fiscalização mais rigorosa. Várias medidas para manter as
estradas seguras foram realizadas pelo DER, Polícia Rodoviária Estadual, Dersa
e concessionárias no feriado de 15 de novembro. O esforço mútuo do Departamento
de Estradas de Rodagem – DER, Dersa Desenvolvimento Rodoviário, de treze
concessionárias de estradas, que envolveu 2.200 profissionais, além de 4 mil
homens do Policiamento Rodoviário, órgão especializado da Polícia Militar do
Estado, foi primordial para o sucesso da Operação.
Eles tiveram
ainda o apoio de outros órgãos da Polícia Militar, incluindo as unidades de
policiamento de área da região de São José dos Campos e de Santos, os Comandos
de Policiamento da Capital e Metropolitano, o 1º Batalhão de Polícia de Choque
(ROTA – Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), o 2º Batalhão de Polícia de Choque
e o Grupamento de Radiopatrulha Aérea e batalhões que atuam nas cidades às
margens das rodovias.
Histórico
Os primeiros
estudos para uma metodologia que pudesse efetivamente comparar os resultados de
acidentes, baseando-se em quilômetros rodados, veículos em trânsito e
acidentes, começaram em 1940 nos Estados Unidos e Europa. Em 1956, os estados
americanos de Dakota do Sul, Virgínia e Texas começaram a usar esse tipo de
índice. Internacionalmente, o índice é conhecido como ‘Accident rate
method’.
Além dos
Estados Unidos, outros países como Áustria, Dinamarca, França e Alemanha adotam
índices semelhantes. No Brasil, a metodologia começou a ser discutida em
1974. Desde 2005, o Departamento de Estrada e Rodagem vem aprimorando o índice,
inclusive com a ampliação e melhoramento dos equipamentos de contagem de
veículos, possibilitando a divulgação precisa nos últimos anos.