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Chegou a hora de explicar para as crianças qual a destinação
correta que a Fada dos Dentes deve dar aos dentinhos de leite que ela troca por
moedas ou presentes: eles são entregues às Faculdades de Odontologia que mantêm
Bancos de Dentes ativos. As doações permitem que os dentistas realizem
importantes pesquisas e estudos para verificar, por exemplo, qual o
comportamento e as características dos materiais utilizados para restaurar e
obturar um dente, qual o melhor produto para limpar cavidades nos dentes e o
melhor material para cimentar uma prótese, dentre muitas outras.
Infelizmente não apenas os pais, mas também muitos dentistas, não
têm essa consciência e até desconhecem a existência e a importância dos Bancos
de Dentes, instituições sem fins lucrativos, vinculadas a faculdades ou
universidades com o propósito de suprir as necessidades acadêmicas, fornecendo
dentes humanos para pesquisas ou para treinamentos laboratoriais dos alunos
durante o curso de Odontologia.
Um dos poucos Bancos de Dentes existentes no Brasil é o da Faculdade
São Leopoldo Mandic, em Campinas, interior de São Paulo. Instalado no
Laboratório de Ensaio de Materiais da faculdade desde 2004, as atividades ali
desenvolvidas incluem a seleção, o armazenamento e distribuição de dentes
humanos, principalmente para realização e análises de pesquisas e estudos dos
alunos da graduação e pós-graduação.
Há inúmeras pesquisas já realizadas ou em andamento na Faculdade
São Leopoldo Mandic com a utilização dos dentes, entre elas: o estudo das
alterações no esmalte dos dentes submetidos a clareamentos dentais, a
verificação da ação dos materiais com antibactericidas utilizados nas
restaurações para a inibição do desenvolvimento de lesões da cárie e o desgaste
nos dentes das pessoas bulímicas devido à ação constante de Ácido
Clorídrico (vômito) sobre o esmalte
dental.
Doações
O cirurgião-dentista e professor responsável pelo Banco de Dentes
da São Leopoldo Mandic, Gabriel Politano, explica que, todos os dentes,
independentes de estarem inteiros ou quebrados podem ser doados: tanto os
dentes de leite como os permanentes são muito úteis para as pesquisas e ensino.
Até mesmo pedaços deles e as suas raízes podem servir para os testes
laboratoriais.
“Só não aceitamos aqueles que estão em péssimo estado de
conservação, nos quais nem a coroa nem a raiz podem ser aproveitadas”, explica
o cirurgião-dentista. Como o dente humano é considerado um órgão, como o
coração, o fígado ou rim, por possuir variados tecidos e funções específicas, o
seu armazenamento em consultórios ou residências é considerado ilegal, assim
como o seu comércio. “O local adequado para guardá-los é o Banco de Dentes”,
alerta Politano.
Para armazená-los no Banco de Dentes, eles são conservados,
divididos por grupos (incisivos, caninos, pré-molares e molares) e colocados
dentro de recipientes com água em uma geladeira para evitar a contaminação e
multiplicação de bactérias.
Para realizar qualquer pesquisa com dentes humanos, há
obrigatoriedade de os alunos submeterem o projeto de pesquisa do estudo
pretendido à Comissão de Ética da Faculdade, explicando os objetivos do trabalho,
metodologia a ser aplicada e a quantidade de dentes necessários. As pesquisas
apenas são autorizadas se houver a certificação da procedência dos dentes e o
consentimento do doador do material. Nesse caso, como fornecedor desses órgãos,
o Banco de Dentes garantirá que as pesquisas sejam sempre realizadas dentro dos
critérios éticos, inclusive evitando o “comércio” ilegal de estruturas dentais.
Estoque
O estoque atual do Banco da Faculdade São Leopoldo Mandic é de
aproximadamente 2 mil dentes humanos. O ideal seria, no mínimo, 5 mil,
considerando que algumas pesquisas exigem dezenas de dentes do mesmo grupo
(caninos, por exemplo) para a verificação mais precisa dos resultados. Por mês,
a faculdade recebe de 100 a 200 órgãos.
Geralmente a doação ainda vem sendo feita quase que na totalidade
por alunos da gradução e pós-graduação. No momento da remoção de um dente, o
paciente ou responsável (no caso dos pacientes da clínica infantil) é
questionado se deseja e autoriza a doação do dente ao Banco de Dentes para a
sua utilização no ensino e na pesquisa.
No entanto, a Fada dos Dentes ou qualquer pessoa consciente da
importância dessas pesquisas pode fazer a doação diretamente no Laboratório de
Ensaio de Materiais, onde está instalado o Banco de Dentes da Faculdade São
Leopoldo Mandic. O dente deve estar seco ou embebido em água mineral, dentro de
um saco plástico.
As doações também podem ser enviadas pelos Correios, aos cuidados
do Banco de Dentes Humanos da Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, rua
Dr. José Rocha Junqueira, 13, bairro Ponte Preta, CEP 13045-755, Campinas, São
Paulo. Nesse caso, a recomendação é envolvê-lo com uma gaze seca, para melhor
protegê-lo. É necessário que o doador também escreva uma carta de doação,
contendo o seu nome, número do documento de identidade (RG) e a quantidade de
dentes enviados naquele envelope.
“Todo dente recém-extraído deve ser limpo com água corrente para
que seja removido o sangue e, em seguida, ser armazenado em frasco contendo
apenas água corrente. Não se deve usar nenhuma substância antimicrobiana, como
água oxigenada, álcool, etc., já que as propriedades dos dentes podem ser
alteradas”, explica Gabriel Politano.
Campanha
“O progresso na qualidade dos materiais odontológicos e o
conhecimento de suas propriedades têm obtido grandes avanços graças ao trabalho
dos pesquisadores. No entanto, a maioria dos dentistas ainda não está
acostumada com pesquisas em odontologia e muitos ainda desconhecem que o Banco
de Dentes é um local destinado para estudos”, lamenta Politano.
Para conscientizar profissionais e alunos de odontologia sobre a
importância dos Bancos de Dentes, a Faculdade São Leopoldo Mandic distribui
informativos e encaminha cartas sobre os objetivos dessas instituições. O
objetivo da campanha é apresentar esse espaço disponibilizado para pesquisas a
todos os profissionais da área e incentivar as doações quando de extrações, já
que, por atender as pessoas de todas as idades, eles têm um acesso muito maior
aos vários grupos de dentes.
Os dentistas também podem auxiliar na campanha, informando aos
pais que uma fada consciente, que dá uma destinação correta aos dentes de leite
de seus filhos, estará contribuindo para estudos e pesquisas na Odontologia,
além de já ensinar as crianças sobre a importância da doação de órgãos.
Sobre a São Leopoldo
Mandic
A São Leopoldo Mandic é, pela segunda vez, a melhor faculdade de
Odontologia de todo o país posicionada no Índice Geral de Cursos (IGC),
divulgado pelo MEC. A instituição de ensino também está no mesmo ranking como a
sexta das 10 melhores instituições de ensino superior do Brasil.
Ao contrário das demais instituições de ensino superior de todo o
Brasil, que iniciaram suas atividades com cursos de graduação para só depois
implantarem cursos de pós-graduação, a Faculdade de Odontologia São Leopoldo
Mandic começou a traçar sua trajetória de sucesso de forma inversa a estas,
tendo como base a pesquisa.
Estruturada com laboratórios de última geração, salas de aula
modernas e clínicas para o ensino prático da profissão, frequentemente a
instituição serve de palco para que seus estudantes adquiram experiências
enriquecedoras, além de fortes atividades de pesquisa e a prestação de serviços
comunitários.