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Municípios e estados
terão muito trabalho para cumprir a lei que determina que toda escola deve ter
uma biblioteca. O maior desafio está nos estabelecimentos do ensino
fundamental: será necessário construir 25 bibliotecas por dia até 2020, prazo limite
para adequação à medida, informa Amanda Cieglinski, da Agência Brasil.
O diagnóstico é de um
estudo realizado pelo movimento Todos pela Educação, com base em dados do Censo
da Educação Básica de 2008. “Essa dificuldade é decorrente da falta de visão do
Brasil sobre a importância da biblioteca. No mundo todo, as bibliotecas são
doadas por mantenedores que têm uma alegria imensa de poder doar um acervo”,
compara Luis Norberto, do Comitê Gestor do Todos pela Educação.
O déficit de bibliotecas
no ensino fundamental é de 93 mil. Desse total, 89,7 mil são escolas públicas e
3,9 mil, estabelecimentos privados de ensino. Na educação infantil, apenas 30%
dos colégios têm acervo e será necessário criar 21 bibliotecas por dia para
cumprir o que determina a nova lei. A melhor situação é a do ensino médio,
etapa em que o número de escolas sem biblioteca é de 3.471.
Norberto defende que,
além da ação dos gestores, será necessário o envolvimento de toda a sociedade
no desafio. “A lei é uma direção, mas ela não faz nada. Nós, sociedade, é que
devemos fazê-la funcionar. A tarefa não é só dos gestores, imagine se cada
empresário doasse um acervo para uma escola, em dois anos o problema estava
resolvido”, diz.
Na comparação entre as
redes de ensino, a situação é pior nos colégios municipais, que contam com
menos bibliotecas do que as escolas estaduais. O estudo do Todos pela Educação
chama a atenção para outro fator que pode dificultar o cumprimento da lei:
faltarão profissionais qualificados para trabalhar nesses espaços.
A legislação estabelece
que as bibliotecas devem ser administradas por especialistas da área – os
bibliotecários. Mas, segundo levantamento da entidade, hoje há um total de 21,6
mil profissionais habilitados, enquanto o país conta com aproximadamente 200 mil
escolas de educação básica.
Para Norberto, com a
entrada obrigatória das crianças na educação infantil aos 4 anos, estabelecida
por lei no ano passado, e a implantação das bibliotecas, os alunos vão aprender
a ler mais cedo. “É uma mudança radical e positiva. Daqui a dez anos, as
crianças vão estar alfabetizadas aos 8 anos, é um futuro muito melhor”,
afirma.